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Raiva humana mata três crianças em um mês

A raiva humana pode levar à morte em 5 a 7 dias se não houver tratamento adequado.

terça-feira, 03/05/2022, 15:07 - Atualizado em 03/05/2022, 15:06 - Autor: Com informações da Agência Brasil e Tua Saúde

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Em dois casos, doença foi causada por mordida de um mesmo morcego.
Em dois casos, doença foi causada por mordida de um mesmo morcego. | Divulgação/Governo do estado de Santa Catarina

A raiva humana é uma doença viral em que o sistema nervoso central (SNC) fica comprometido e pode levar à morte em 5 a 7 dias, se a doença não for devidamente tratada. Esta doença pode ser curada quando a pessoa procura ajuda médica logo que é mordida por um animal infectado ou quando surgem os primeiros sintomas.

O agente causador da raiva é o vírus rábico que pertence à ordem Mononegavirales, família Rhabdoviridae e gênero Lyssavirus. Os animais que podem transmitir raiva aos humanos são principalmente cães e gatos raivosos, mas todos os animais de sangue quente também podem ser infectados e transmitir ao homem, como os morcegos. 

No município mineiro de Bertópolis, três pessoas tiveram morte confirmada por raiva humana na área rural. Há, ainda, de acordo com a Secretaria de de Saúde de Minas Gerais, um quarto caso suspeito aguardando a confirmação via exame laboratorial.

A primeira morte foi de um menino de 12 anos no dia 4 de abril. O segundo caso confirmado da doença foi de uma menina, também de 12 anos, notificado no dia 5 de abril. A confirmação laboratorial foi no dia 19.

No dia 13, a paciente teve piora clínica e foi transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva, vindo a óbito no dia 29 de abril. “Ambos os casos estão relacionados a uma mordedura pelo mesmo morcego”, informou a secretaria.

A confirmação do terceiro caso suspeito foi no dia 26, em um menino de 5 anos que foi a óbito no dia 17 último, data em que a doença foi notificada.

“Apesar de o indivíduo estar sem sinais de mordedura ou arranhadura por morcego, optou-se por investigar o óbito como tal em função da proximidade geográfica das ocorrências e dos hábitos da comunidade”, detalhou a autoridade estadual de saúde. Uma investigação epidemiológica foi iniciada para identificar as circunstâncias do contágio.

Caso suspeito

Ainda segundo a Secretaria de Saúde, o caso suspeito foi notificado no dia 21 também na área rural de Bertópolis. “Trata-se de paciente do sexo feminino, 11 anos, que apresentou sintomas inespecíficos como febre e cefaleia [dor de cabeça] e, devido ao parentesco com o segundo caso confirmado, foi notificada como suspeita e encaminhada para o hospital de referência, onde foram coletadas amostras laboratoriais”. A paciente segue em leito clínico, estável e em observação.

Diante da situação, doses de vacinas antirrábicas foram enviadas à região, por meio da Unidade Regional de Saúde de Teófilo Otoni. Até o dia 28, 982 pessoas das 1.037 da comunidade rural de Bertópolis já haviam sido vacinadas com a primeira dose da vacina contra a raiva humana.

“Outras 802 pessoas já tomaram a segunda dose, observando-se um intervalo de até sete dias. Na comunidade rural do município vizinho, Santa Helena de Minas, das 989 pessoas que residem no local, 593 foram vacinadas com a primeira dose”, informou a Secretaria de Saúde.

Foram fornecidas também vacinas e soro antirrábico humano para a população exposta, bem como vacina antirrábica animal para vacinação de cães e gatos da zona rural.

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