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VACINAÇÃO

Casos e mortes de covid nos hospitais do Pará diminuíram

A porcentagem leva em consideração a comparação com o mesmo período de 2021, quando houve 4,3 mil ocorrências e 1,3 mil mortes naquele ano. Já em 2022, esse número caiu para 35 casos e 10 óbitos

domingo, 15/05/2022, 05:38 - Atualizado em 15/05/2022, 05:37 - Autor: Luiz Octávio Lucas/Diário do Pará

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A redução significativa foi possível graças à vacinação
A redução significativa foi possível graças à vacinação | Irene Almeida

Os números de casos notificados e mortes por Covid-19 registrados no Pará reduziram cerca de 90%, em média, este ano quando comparados ao mesmo período do ano passado. Nos quatro primeiros meses de 2021 (janeiro a abril), foram notificados 19.220 casos de Covid-19 em todo o Estado, com 7.488 óbitos. No mesmo período deste ano, houve a notificação de 2.423 casos da doença com 710 mortes, representando uma queda de 87,39% no número de casos e de 90,51% em óbitos.

Levando em consideração apenas o mês de abril deste ano, as notificações chegaram a 35 casos, com 10 óbitos, contra 4.398 ocorrências e 1.376 mortes registrados no mesmo mês de 2021, o que representa uma queda de 99,20% no número de casos e de 99,27% no número de óbitos. Os dados são do Sistema de Informação de Vigilância Epidemiológica da Gripe, que leva em conta apenas os casos hospitalizados.

Quanto à situação vacinal dos pacientes internados em leitos de UTI, na tarde da última quinta-feira (12), levantamento da Sespa mostra que boa parte dos internados (cerca de 40%) eram de pacientes não vacinados. Segundo a secretaria, dos 16 pacientes em internação naquele dia, dois estavam com o esquema vacinal com reforço, seis com esquema vacinal completo (2 doses ou dose única), dois estão com o esquema incompleto (somente a 1ª dose) e seis (37,5%) não estão vacinados. Os 16 pacientes correspondem a 19,27% dos 83 leitos disponíveis no momento.

Até a última quinta-feira, pouco mais de 41% da população brasileira, em média, havia tomado a primeira dose de reforço da vacina. Dados do Consórcio de Veículos de Imprensa mostram que em 18 Estados e no Distrito Federal menos de 40% das pessoas haviam recebido a dose extra.

Muitos estados estavam com baixíssima cobertura, com o esquema de imunização incompleto, sobretudo os localizados na Região Norte, como Roraima (17,46%), Amapá (20,12%), Tocantins (29,22%) e Acre (31,44%). O Pará também está nesse rol, com 30,15% da população vacinada com a dose de reforço.

MEDIDAS

A médica infectologista Tânia Chaves ressalta que os riscos consequentes da não adesão da terceira dose da vacina são vários, entre eles, o aparecimento e incidência de novos casos, e a possibilidade real da evolução da Covid-19 para a forma grave, como a síndrome respiratória aguda grave, além da sobrecarga do sistema de saúde. “Outro aspecto para ratificar a importância da terceira dose, já confirmado, é que sem esse reforço há a redução na capacidade de proteção do organismo por queda dos anticorpos protetores, que varia de seis a oito meses. Por isso que é fundamental que a população realize todo o esquema, incluindo a dose de reforço”, pontua.

A médica lembra ainda que os países asiáticos, sobretudo a China, estão vivenciando uma nova alta do número de casos da doença. “Alguns voltaram a decretar severas restrições quanto as medidas preventivas, como o lockdown”. “Quem ainda não fez a terceira dose de reforço deve procurar imediatamente os postos e os pontos de vacinação na sua cidade. A vacina é a maior e melhor estratégia para o controle de doenças infecciosas”, diz a especialista.

Jesem Orellana, epidemiologista da Fundação Instituto Oswaldo Cruz na Amazônia, cita que as reduções de casos novos e internações/mortes, pode ser algo cíclico, como já ocorreu em ondas anteriores da pandemia. “Logo, não é possível supor que a pandemia acabou, em que pese o cenário favorável”, alerta

Segundo ele os riscos são amplamente conhecidos: infecções e mortes evitáveis, bem como efeitos residuais negativos na economia, sistemas educacionais e serviços de saúde. “Como não há imunidade permanente contra as infecções pelo SARS-COV-2 e suas variantes mutantes, em nível populacional, é fundamental aumentar nossa proteção com vacinas e suas doses de reforço, bem como manter medidas como distanciamento físico, higienização das mãos e uso de máscara, sobretudo em ambientes fechados”, pondera.

BELÉM

CASOS E ÓBITOS

 Em Belém, de janeiro a abril de 2021, foram notificados 4.520 casos de covid-19 com 2.392 óbitos. Já em 2022, no mesmo período, foram notificados 309 casos com 128 óbitos por Covid-19, o que significa uma redução de 93,16% nos casos e de 94,64% nos óbitos.

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