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PF reforça perícia e busca causa da morte de Bruno e Dom

A Polícia Federal anunciou depois de dez dias de buscas que um dos investigados no caso confessou participação no assassinato do indigenista e do jornalista.

quinta-feira, 16/06/2022, 20:04 - Atualizado em 16/06/2022, 20:00 - Autor: Folha Press

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Imagem ilustrativa da notícia: PF reforça perícia e busca causa da morte de Bruno e Dom
| ( Reprodução )

O avião que transporta remanescentes humanos encontrados nos locais das buscas pelo indigenista Bruno Pereira, 41, e do jornalista britânico Dom Phillips, 57, no Amazonas, vai chegar nesta quinta-feira (16) a Brasília.

Os corpos vão ser encaminhados para o INC (Instituto Nacional de Criminalística) da Polícia Federal, onde vão passar por uma série de análises.

A PF prepara um esquema especial para terminar todos os processos no menor espaço de tempo possível, reforçando equipes que vão participar da tarefa e tratando como prioridade máxima.

Várias áreas de perícia criminal vão trabalhar em conjunto para realização das apurações e laudos. O prazo ainda dependerá da sequência de exames que vão ser necessários, mas o objetivo é liberar os restos mortais em até sete dias para as famílias.

Além de confirmar se os corpos são de fato de Bruno e Dom, os peritos também vão tentar desvendar quais foram as circunstâncias e causas das mortes e eventuais armas utilizadas no crime. Segundo a PF, um dos suspeitos disse que houve disparo de arma de fogo.

Nesta quarta (15), a Polícia Federal anunciou depois de dez dias de buscas que um dos investigados no caso confessou participação no assassinato do indigenista e do jornalista.

De acordo com a PF, foi o pescador Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, que indicou às autoridades onde havia enterrado os corpos, bem como ocultado a lancha em que viajavam Bruno e Dom.

A polícia ainda apura a motivação do crime.

Como mostrou a Folha, investigadores que atuam no caso têm afirmado reservadamente que as evidências e provas até o momento reforçam a hipótese de que as atividades ilegais de pesca e a caça na região são o pano de fundo do caso.

Ainda assim, outras possibilidades não estão descartadas, e o cenário está sendo classificado ainda como nebuloso.

Além da perícia que vai ser realizada nos remanescentes humanos localizados, há também dois laudos aguardados para sair em breve, mas que agora já tem pouca importância.

Um deles é sobre um vestígio de sangue encontrado no barco de Pelado. O outro é a análise de um material "aparentemente humano" encontrado na região do rio Itaquaí onde os desaparecidos passaram.

Segundo pessoas envolvidas no caso, essa parte estava deteriorada e talvez não seja possível cruzar com material genético para identificação.

No entanto, desde que um dos suspeitos confessou e apontou o local onde havia enterrado os corpos, está praticamente descartado que esse outro achado tenha relação com o crime de Bruno e Dom.

O ministro da Justiça, Anderson Torres, classificou como "crime cruel" e "uma maluquice" o assassinato.

Desde a notícia do sumiço, o presidente Jair Bolsonaro deu declarações para minimizar o tema.

Primeiro, ele disse que os dois estavam em uma "aventura" não recomendada. Depois, afirmou que Dom "era malvisto na região" porque fazia reportagens contra garimpeiros e que ele deveria ter tido mais atenção "consigo próprio."

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