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EXTREMISTA

Após falar em "fuzilar" petistas, Bolsonaro condena ataque

Bolsonaro é desde antes de chegar à Presidência um dos principais políticos que insuflam o antipetismo e já chegou a usar termos como "fuzilar a petralhada".

domingo, 10/07/2022, 20:20 - Atualizado em 10/07/2022, 20:19 - Autor: Folha Press

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| ( Reprodução )

Em sua primeira manifestação sobre o assassinato do militante petista Marcelo Arruda por um bolsonarista, o presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que dispensa o "apoio de quem pratica violência contra opositores", mas, no mesmo pronunciamento, atacou a esquerda.

"Dispensamos qualquer tipo de apoio de quem pratica violência contra opositores. A esse tipo de gente, peço que por coerência mude de lado e apoie a esquerda, que acumula um histórico inegável de episódios violentos", escreveu o chefe do Executivo.

A manifestação do presidente foi publicada em seu perfil nas redes sociais somente após às 19h, depois que praticamente todos os espectros políticos já haviam se manifestado em repúdio, sem condicionantes, ao episódio ocorrido na noite de sábado em Foz do Iguaçu, Paraná.

A maioria dos aliados do presidente, geralmente bastante ativa nas redes sociais, preferiu o silêncio.

"É o lado de lá que dá facada, que cospe, que destrói patrimônio, que solta rojão em cinegrafista, que protege terroristas internacionais, que desumaniza pessoas com rótulos e pede fogo nelas, que invade fazendas e mata animais, que empurra um senhor num caminhão em movimento", disse Bolsonaro.

"Falar que não são esses e muitos outros atos violentos mas frases descontextualizadas que incentivam a violência é atentar contra a inteligência das pessoas. Nem a pior, nem a mais mal utilizada força de expressão, será mais grave do que fatos concretos e recorrentes", acrescentou.

Bolsonaro é desde antes de chegar à Presidência um dos principais políticos que insuflam o antipetismo e já chegou a usar termos como "fuzilar a petralhada" --fato que foi lembrado por eleitores em meio à repercussão do caso em Foz do Iguaçu.

O chefe do Executivo disse ainda que sua manifestação replica uma mensagem emitida em 2018 e que o fazia "independente das apurações".

"Que as autoridades apurem seriamente o ocorrido e tomem todas as providências cabíveis, assim como contra caluniadores que agem como urubus para tentar nos prejudicar 24 horas por dia", disse.


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