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Jair Bolsonaro tem 48 horas pra explicar discursos de ódio

Parlamentares e dirigentes partidários da oposição pedem à Corte que obrigue o presidente a parar com declarações de incitação à violência sob pena de multa de R$ 1 milhão.

sábado, 16/07/2022, 07:09 - Atualizado em 16/07/2022, 09:32 - Autor: CNN Brasil

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| Reprodução

O ministro Alexandre de Moraes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou na última sexta-feira (15) que o presidente Jair Bolsonaro (PL), em um prazo de dois dias, se manifeste sobre supostos discursos de ódio e incitação à violência.

O ministro deu o mesmo prazo para o Ministério Público Eleitoral para manifestação. “Verifica-se que os argumentos referentes ao pedido de liminar revelam-se indispensável exame mais detalhado do contexto fático exposto na inicial e dos fundamentos jurídicos subjacentes à pretensão dos Autores. Nesse contexto de relevantíssimas consequências solicitadas pelos Requerentes, torna-se necessária a prévia manifestação do Representado, estabelecendo-se o contraditório”, disse Moraes.

Inicialmente, a ação foi distribuída ao ministro Raul Araújo, mas em razão do recesso, a ação está com Moraes.

DESPREZO COM A VIDA E DISCURSO DE ÓDIO

Nesta semana, parlamentares e dirigentes partidários da oposição apresentaram à Corte uma representação contra o presidente por discursos de ódio durante a campanha eleitoral.

A ação pede à Corte que obrigue Bolsonaro a parar com declarações de incitação à violência sob pena de multa de R$ 1 milhão.

A representação também pede que o presidente seja obrigado a condenar o assassinato de Marcelo Arruda, morto por um seguidor do presidente no último fim de semana.

Segundo a oposição, Bolsonaro promove discursos de ódio que incitam a violência, e por vezes até mesmo velada, ou mais sutis, “configuram-se em estímulos psicológicos que vão construindo no imaginário de seus apoiadores e seguidores a desumanização do opositor”.

“Essa prática reiterada durante seus atos de pré-campanha, agendas institucionais, e aparições nas redes sociais vão reforçando no imaginário comum de seus apoiadores a prática da violência, não só “no sentido figurado”, mas efetivamente praticada. Destacam-se os seguintes trechos: ‘Vamo fuzilar a petralhada aqui do Acre. Vamos botar esses picaretas para correr do Acre’, ‘Igual, Paulo Guedes, em 2018, quando juntou aquele montão de candidatos, e eu falei: ‘É bom que um tiro só mata todo mundo ou uma granadinha só mata todo mundo'”.

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