
A repercussão internacional negativa dos atos terroristas, golpistas e antidemocráticos em Brasília, no último dia 8 de janeiro, somada manifestação de deputados norte-americanos sobre uma possível extradição, fez com que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidisse encurtar a temporada de "férias" nos Estados Unidos. Ele, o clã Bolsonaro e aliados temem a expulsão dele do país - o que mancharia ainda mais a fama do ex-mandatário.
Zequinha Marinho está entre os senadores contra intervenção
As informações são da jornalista jornalista Thais Oyama, colunista do UOL. Jair Bolsonaro comunicou ao comando bolsonarista ligado ao PL que deve retornar ao Brasil nos próximos dias, tão logo receba alta médica. Ele e a esposa, Michele Bolsonaro, dizem que o ex-presidente está hospitalizado para tratar uma crise de obstrução intestinal.

Flávio e Eduardo Bolsonaro temem que o pai seja extraditado ou expulso dos Estados Unidos. Os filhos querem evitar o constrangimento do pai retornar para casa na condição de extraditado. "Antes a condição de vítima de perseguição da Justiça do que a de um brasileiro expulso dos Estados Unidos", disse um aliado de Jair, que alega que será mais fácil contornar a situação na Justiça.
Vídeo: assaltante faz refém em padaria no Jurunas
Até o momento, cinco deputados do partido democrata americano se manifestaram nas redes sociais para defender a extradição do ex-presidente — medida que só pode ser discutida a partir de um pedido do governo ou da Justiça brasileira.
O senador Renan Calheiros (MDB) formalizou um pedido no STF para que Bolsonaro se apresente no país em 72 horas sob pena de ser preso.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar