
Frequentadores do Parque Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, relataram situações de desconforto e constrangimento durante momentos de lazer, especialmente após o entardecer.
Casais e grupos de amigos contaram em entrevista que se sentiram observados por homens, que se escondiam atrás de árvores e surgiam de forma inesperada. Os relatos são de 2023 e 2025 e se somam a outras histórias compartilhadas recentemente nas redes sociais.
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As vítimas descreveram situações em que, ao estarem relaxando no parque, perceberam homens os observando de maneira furtiva, geralmente sozinhos e de boné, o que dificultava a identificação.
Uma das testemunhas, identificada como Michelle, relembrou com receio dois momentos semelhantes: o primeiro, em 2017, e outro mais recente, em 2023, quando ela e suas amigas ficaram assustadas com a presença constante de homens ao redor.
Em um caso mais recente, no sábado, um visitante se viu cercado por um grupo de homens na Praça da Paz após o pôr do sol. Ele descreveu a cena como ameaçadora e teve que mudar de local, mas foi seguido até o novo ponto, onde a situação se intensificou.
O frequentador explicou que os homens, com roupas semelhantes, estavam parados, olhando para ele e sua namorada, o que o fez decidir ir embora rapidamente.
Ao compartilhar suas experiências em fóruns de redes sociais, os relatos foram identificados como parte de uma prática chamada "dogging", que envolve observar ou participar de atos sexuais ao ar livre, muitas vezes sem o consentimento das pessoas envolvidas. Essa prática é considerada ilegal e pode resultar em prisão, conforme o artigo 233 do Código Penal.
Alguns usuários nas redes chegaram a minimizar as situações, dizendo que seria uma “tradição” do parque ou que o assédio era algo esperado naquele ambiente após escurecer.
Em um dos posts, um frequentador foi até ameaçado após denunciar a situação, com outro usuário sugerindo que ele deveria “agradecer” pela observação, já que os homens não haviam tocado nas vítimas.
De acordo com informações obtidas pelo UOL, o Ibirapuera tem sido identificado como um local de encontros para pessoas envolvidas no “dogging”, com discussões sobre pontos específicos para essas atividades em fóruns online.
Esses encontros acontecem majoritariamente à noite, com “gaviões” – como se autodenominam os observadores – marcando presença em áreas isoladas do parque.

Em resposta à situação, a concessionária Urbia, responsável pela gestão do Ibirapuera, explicou que a segurança patrimonial do local é sua responsabilidade, mas que a atuação em casos de crimes é realizada pela Guarda Civil Metropolitana (GCM).
A GCM, por sua vez, não registrou casos de atos obscenos no parque em 2025, mas afirmou que realiza rondas regulares e atua em conjunto com a concessionária para garantir a segurança dos visitantes.
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Embora o parque seja monitorado por câmeras 24 horas, a sensação de insegurança para alguns frequentadores persiste, e muitos temem não ser levados a sério caso acionem a segurança.
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