Após confessar o assassinato da menina Larissa Manuela Santos, de apenas 10 anos, morta com 16 facadas no dia 12 junho do ano passado, em Barueri, na Grande São Paulo, o laudo de Diego Antônio Sanches Magalhães descartou que o réu tenha transtorno mental.
Essa foi a conclusão do documento elaborado pelo Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo, feita o dia 27 de novembro e divulgada na última terça-feira (06).
Em nota ao portal de notícias Metrópoles, o a advogado do pai da vítima afirmou que o “resultado técnico reforça o conjunto probatório dos autos e confirma que o crime foi praticado de forma consciente e responsável, devendo o acusado responder integralmente perante a Justiça, sem relativizações ou tentativas de atenuação de responsabilidade penal”.
Confissão do crime à Justiça
Ainda de acordo com o Metrópoles, o réu afirmou que no dia do crime voltou da Saiu da casa de um tio, em São Sebastião, no litoral paulista, e seguiu para o imóvel onde a criança estava. Ele sabia que a porta estava apenas encostada e que Larissa Manuela se encontrava sozinha. Ao chegar ao local, encontrou a criança acordada, deitada na cama, sob uma beliche.
No local, o assassino confesso perguntou à menina se a mãe havia saído com alguém enquanto ele estava na casa do tio, no litoral. Larissa Manuela respondeu que sim, sem especificar se se tratava de um homem ou de uma mulher, e, em seguida, chamou Diego de “corno”, segundo relatou o próprio homem em confissão.
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A partir desse momento, o assassino afirmou ter “perdido a cabeça” e arremessado a vítima ao chão. Em seguida, foi até a cozinha, pegou uma faca que estava na parte superior do armário e retornou até Larissa, desferindo diversos golpes.
Em depoimento, Diego relatou acreditar que a menina tenha morrido já no primeiro golpe, uma vez que não ofereceu resistência. Questionado sobre as facadas subsequentes, afirmou não se lembrar do motivo.
Insegurança no relacionamento
Diego relatou que enfrentou problemas em um relacionamento anterior, no qual era traído. Na época, ele teria buscado apoio de familiares e da igreja para superar o trauma da traição, que o levou a tentar tirar a própria vida.
Ele conheceu a mãe de Larissa Manuela, Adenuzia Silva Santos, em um sítio. Segundo Diego, desde o início do relacionamento, Adenuzia tinha conhecimento do trauma e da tentativa de suicídio.
O assassino confesso também afirmou que a relação com os filhos de Adenuzia era satisfatória, destacando que não havia qualquer tipo de problema na convivência. Diego disse ainda que não costumava maltratar, agredir ou discutir com a companheira.
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