A Secretaria de Saúde do Distrito Federal confirmou nesta terça-feira (13) que dois bebês foram contaminados após ingerirem fórmula infantil produzida pela Nestlé. As crianças, de aproximadamente um ano, apresentaram vômitos persistentes e diarreia. O alerta acendeu a atenção de pais e responsáveis para os riscos do consumo de lotes contaminados, suspensos recentemente pela Anvisa.
Especialistas explicam que a bactéria Bacillus cereus, responsável pela contaminação, pode causar sintomas graves poucas horas após a ingestão. Em bebês menores, também podem surgir sinais de desidratação, como boca seca, choro sem lágrimas, diminuição da urina e fraqueza.
Caso o consumo do produto contaminado continue, há risco de evolução para desidratação grave e até choque hipovolêmico, situação que exige atendimento em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátrica.
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Segundo os especialistas, caso o bebê seja contaminado, ele deve ser levado até o hospital. O tratamento é principalmente de suporte, focado na prevenção de complicações e na reposição de líquidos. A hidratação pode ser feita por via oral, usando solução de reidratação, nos casos leves ou moderados.
Já nos casos mais graves, a hidratação venosa é necessária, acompanhada de monitoramento clínico constante, especialmente em bebês pequenos. Com atendimento rápido, a maioria das crianças apresenta melhora em 24 a 48 horas, sem sequelas.
Alerta sobre lotes contaminados
Na última semana, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) suspendeu a venda, distribuição e uso de determinados lotes de fórmulas infantis da Nestlé em todo o Brasil, por risco de contaminação por cereulide, toxina produzida pelo Bacillus cereus.
No Distrito Federal, todos os estabelecimentos de saúde e pontos de venda foram comunicados e a venda de produtos recolhidos configura infração à legislação sanitária.
A fabricante orientou os consumidores a interromper imediatamente o uso dos lotes afetados, mesmo na ausência de sintomas, e a consultar pediatra ou profissional de saúde caso haja qualquer preocupação.
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Além disso, a empresa afirmou não ter recebido notificações formais de internações relacionadas à contaminação, mas acompanha cada caso individualmente. Para verificar se o produto faz parte do recall, os pais devem conferir o nome, a faixa etária, a gramatura e o número do lote na embalagem, interrompendo o consumo se houver correspondência com a lista oficial.
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