Um crime que resultou na morte de dois médicos gerou comoção entre familiares e amigos e, repercussão nas redes sociais. De acordo com a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), o autor dos disparos contra os colegas de profissão é Carlos Alberto Azevedo Silva Filho.
As vítimas do crime, que ocorreu por volta das 22h da última sexta-feira (16), na avenida Copacabana, no bairro Alphaville Plus, em Barueri, foram identificadas como Luís Roberto Pellegrini Gomes, 43, e Vinicius Dos Santos Oliveira, 35. De acordo com a polícia, os três se conheciam.
Preso por agressão e racismo
O médico de 44 anos, preso no último sábado (17) por matar os outros dois colegas em Alphaville, já havia sido preso por agressão e racismo em um hotel de luxo de Aracaju (SE), em julho de 2025. Ele estava hospedado no Hotel Vidam, chegou embriagado ao estabelecimento e agrediu alguns funcionários que estavam na recepção, de acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de Sergipe na época.
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Ainda segundo a polícia, o médico agrediu fisicamente um funcionário e proferiu ofensas racistas contra outro trabalhador, a quem chamou de "gordo" e "preto". Além disso, ele também quebrou alguns objetos e móveis do hotel.
Na época, Carlos Alberto ficou cerca de cinco dias preso. Ele foi solto após pagamento de fiança no valor de R$ 15.180 e o cumprimento de medidas cautelares. O caso ainda tramita na Justiça de Sergipe.
Morte de médicos
Antes da tragédia em Barueri, a Guarda Civil Municipal já tinha sido acionada após uma denúncia de um homem armado dentro do estabelecimento. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, os três médicos discutiram dentro do restaurante, mas a confusão havia sido contida inicialmente. Minutos depois, já do lado de fora, Carlos Alberto sacou uma pistola calibre 9 mm e atirou contra as vítimas. Ele foi preso em flagrante.
Os dois médicos foram socorridos, mas morreram a caminho do hospital. A arma e cápsulas foram apreendidas, além de documentos, uma bolsa e R$ 16.140 em dinheiro. A polícia pediu a prisão preventiva de Carlos Alberto Azevedo Silva Filho. A defesa de Carlos Alberto ainda não se pronunciou.
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