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ADOLESCENTES SUSPIETOS

Dois suspeitos da morte do cão Orelha estão nos EUA, diz polícia

A morte do cão Orelha em Florianópolis mobiliza investigações da Polícia Civil e a comunidade, com novos desdobramentos sobre os suspeitos e ações de justiça.

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Imagem ilustrativa da notícia Dois suspeitos da morte do cão Orelha estão nos EUA, diz polícia camera O caso ganhou grande repercussão após Orelha, que vivia há cerca de dez anos na Praia Brava e era cuidado pela comunidade local. | Reprodução

A morte do cão comunitário Orelha, caso que comoveu moradores e mobilizou as redes sociais em Florianópolis, segue repercutindo e avançando nas investigações da Polícia Civil de Santa Catarina. Novas informações revelam que dois dos quatro adolescentes apontados como suspeitos do espancamento do animal estão atualmente fora do país, o que acrescenta novos elementos ao inquérito que apura o episódio ocorrido em meados de janeiro, na Praia Brava.

De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, a corporação foi informada de que dois dos alvos das medidas de busca e apreensão viajaram para os Estados Unidos. A saída do país, segundo a polícia, já estava programada antes do crime. A previsão é que os adolescentes retornem ao Brasil na próxima semana.

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Mesmo com a ausência temporária dos suspeitos, as investigações seguem em andamento. Durante as diligências realizadas em Florianópolis, a polícia apreendeu celulares e outros dispositivos eletrônicos nas residências dos adolescentes, que agora serão submetidos à perícia técnica. Ao todo, quatro jovens foram identificados como suspeitos do ato infracional de maus-tratos que resultou na morte do cão.

Além dos adolescentes, a Polícia Civil também identificou três adultos — familiares dos jovens — que são investigados por possível envolvimento em ações de coação relacionadas ao caso. Caso seja comprovada a participação dos menores na agressão que levou à morte de Orelha, eles responderão por ato infracional, conforme prevê a legislação brasileira para autores com menos de 18 anos.

Segundo a advogada criminalista Amanda Silva Santos, do escritório Wilton Gomes Advogados, a agressão a animais, quando praticada por adolescentes, é enquadrada como ato infracional. As medidas socioeducativas previstas podem variar desde advertência e prestação de serviços à comunidade até liberdade assistida e, em situações excepcionais, internação, conforme explica o Ministério Público de Santa Catarina.

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O caso ganhou grande repercussão após Orelha, que vivia há cerca de dez anos na Praia Brava e era cuidado pela comunidade local, ser encontrado gravemente ferido, após sofrer agressões na cabeça. Levado a um hospital veterinário, o animal não resistiu à gravidade dos ferimentos e precisou ser submetido à eutanásia.

A morte do cão gerou forte comoção entre moradores e ativistas da causa animal. Em nota, a Associação Praia Brava lamentou o ocorrido e afirmou aguardar o completo esclarecimento dos fatos. No último sábado (24), moradores da região realizaram uma manifestação pedindo justiça por Orelha, reforçando a cobrança por responsabilização dos envolvidos.

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