Faltam poucos meses para começar o período de entrega da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026 e está é hora de se preparar para acertar contas com o "Leão". Este ano, as mudanças incluem nova faixa de isenção mensal e regras mais rigorosas para lucros e dividendos, o que exige atenção redobrada.
A Receita Federal analisará os rendimentos, gastos e movimentações patrimoniais ocorridos ao longo de 2025 (ano-base). Embora o governo tenha anunciado uma nova faixa de isenção mensal de até R$ 5 mil para 2026, esse benefício só vale para o imposto retido no salário atual. Na declaração que será entregue agora, aplicam-se as regras e limites do ano passado e, por isso, é fundamental não confundir o alívio no contracheque com dispensa de declaração.
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Quem precisa declarar
A obrigatoriedade não depende apenas do salário. Mesmo quem passou a ser isento mensalmente pode ser obrigado a declarar se, em 2025, se enquadrou em algum dos critérios abaixo:
- Recebeu rendimentos tributáveis acima do limite anual;
- Possuía bens (imóveis, veículos ou investimentos) acima do teto definido pela Receita;
- Realizou operações na Bolsa de Valores;
- Obteve lucro na venda de bens sujeitos a imposto;
- Teve receita bruta de atividade rural acima do limite de isenção.
Além disso, 2026 traz maior rigor na fiscalização de rendas elevadas. Lucros e dividendos pagos a pessoas físicas agora sofrem retenção na fonte a partir de determinados valores. Também foram criadas alíquotas mínimas para contribuintes com grande concentração de renda, com o objetivo de equilibrar a carga tributária.
Prazos e envio
A entrega deve ocorrer entre março e maio. Embora as datas ainda não tenham sido oficialmente confirmadas, o envio seguirá digital, pelo Programa Gerador da Declaração (computador), aplicativo “Meu Imposto de Renda” ou portal e-CAC. A declaração pré-preenchida é recomendada para reduzir erros, mas é essencial conferir todos os dados antes do envio.
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Deduções e cuidados com a malha fina
Despesas com saúde, educação, dependentes e previdência privada (PGBL) continuam sendo as principais formas de reduzir o imposto a pagar ou aumentar a restituição. O maior risco de cair na malha fina está na omissão de rendimentos ou na inclusão de gastos não comprovados. Por isso, organizar recibos e notas fiscais é fundamental.
Em um ano de mudanças nas faixas de renda e regras para investimentos, planejar o envio da declaração com antecedência é a melhor forma de evitar erros e problemas com o Fisco segundo os especialistas. A recomendação é consultar um contador e acompanhar o processamento pelo e-CAC, para garantir que o acerto de contas com o "Leão" ocorra sem imprevistos.
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