A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ordenou a retirada de circulação de dez lotes da fórmula infantil da gigante do ramo alimentício Nestlé.
A Alfamino 400g, fabricada pela empresa, terá os lotes retirados após a decisão publicada nesta quinta-feira (12), que se baseia na identificação de concentrações inadequadas de minerais essenciais na composição do produto.

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A resolução da Anvisa proíbe a venda, distribuição, importação, propaganda e utilização dos lotes identificados com irregularidades. Os produtos afetados são embalagens de 400 gramas com as seguintes numerações de lote:
- 50310017Y2;
- 51060017Y1;
- 50720017Y1;
- 50710017Y4;
- 50290017Y1;
- 50280017Y2;
- 43510017Y1;
- 43480017Y2;
- 43110017Y2;
- 41730017Y2.
Análises revelam teores acima do permitido
As amostras analisadas apresentaram 31,1 microgramas de selênio para cada 100 quilocalorias do produto. A quantidade de iodo detectada foi de aproximadamente 175,7 microgramas para cada 100 quilocalorias.
Ambos os valores ultrapassam os limites estabelecidos pela legislação sanitária brasileira para alimentos destinados a bebês e crianças até cinco anos de idade.
Nutrientes essenciais exigem controle rigoroso
Selênio e iodo são minerais necessários ao desenvolvimento infantil. No entanto, a margem entre a dose recomendada e a quantidade potencialmente prejudicial é pequena em bebês e crianças pequenas.
O consumo acima do adequado pode comprometer a saúde dos usuários.
Riscos do excesso de selênio
Quando consumido em excesso, o selênio pode provocar diversos sintomas. Entre as reações mais comuns estão náuseas, vômitos e diarreia. A intoxicação também pode causar irritabilidade nas crianças e queda de cabelo.
Consequências do iodo em excesso
O consumo exagerado de iodo traz riscos significativos ao desenvolvimento infantil. A criança pode apresentar baixo ganho de peso e desenvolver problemas na glândula tireoide, órgão localizado no pescoço responsável pela produção de hormônios importantes.
As alterações podem incluir tanto a produção insuficiente de hormônios T3 e T4 (hipotireoidismo) quanto a produção excessiva desses hormônios (hipertireoidismo). Ambas as condições afetam o metabolismo e o crescimento das crianças.
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