Nesta semana, o caso de estrupo coletivo de uma menor de idade em Copacabana chocou o Brasil. Um dos suspeitos foragidos, envolvido no ataque a adolescente de 17 anos de idade é filho de um subsecretário do Governo do Rio de Janeiro. O caso, que segue gerando repercussão, teve início no dia 31 de janeiro deste ano e envolve agressões físicas e psicológicas contra a vítima.
A jovem, que teria ido se encontrar com um ex-namorado, foi atraída para um apartamento, onde foi trancada em um quarto com quatro rapazes. Segundo o relato da vítima, ao chegar ao local, o ex, um adolescente de 17 anos, a convidou a participar de algo “diferente”, o que ela recusou prontamente. Não satisfeitos com a negativa, os jovens começaram a se despir e forçaram a vítima a realizar atos sexuais, praticando violência física e psicológica. Ainda no depoimento à polícia, a jovem contou que foi segurada pelos cabelos, chutada na região abdominal e impedida de sair do quarto.
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Durante o ataque, um dos rapazes chegou a perguntar se a mãe dela a via sem roupas, demonstrando preocupação com as marcas deixadas no corpo da jovem, que evidenciavam os abusos. A vítima, aterrorizada, foi forçada a enfrentar momentos de extrema humilhação e dor.
Segundo informações divulgadas pela colunista Mirelle Pinehiro, entre os acusados, está Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, filho de José Carlos Costa Simonin, atual subsecretário de Governança, Compliance e Gestão da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Rio de Janeiro. José Carlos é conhecido pelo trabalho em direitos humanos e é membro de conselhos do estado voltados para segurança pública e assistência social.
A polícia identificou outros três suspeitos adultos envolvidos no crime: Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho e Matheus Veríssimo Zoel Martins. Além deles, o ex-namorado da vítima, de 17 anos, também está foragido e pode ser responsabilizado por crime análogo ao estupro. De acordo com o delegado Ângelo Lajes, o caso foi uma “emboscada planejada”, onde a vítima foi enganada por meio de um convite de um dos agressores, com quem ela tinha uma relação de confiança.
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Investigação
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) já fez a denúncia e a 1ª Vara Especializada em Crimes Contra Crianças e Adolescentes expediu mandados de prisão preventiva contra os suspeitos. O caso gerou grande comoção, não só pela gravidade do crime, mas também pela posição do suspeito Vitor Hugo, que está diretamente ligado a um subsecretário do governo estadual.
Além disso, dois dos acusados foram desligados do Colégio Pedro II, instituição de ensino onde alguns dos envolvidos estudavam. O caso continua em investigação e as autoridades buscam capturar todos os envolvidos.
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