No Brasil, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) trata ciclistas como condutores de veículo — apesar de não motorizado — e com direitos claros nas vias públicas. Isso significa que bicicletas não são simplesmente “obstáculos” para carros, mas participantes legítimos do tráfego urbano e rural.
Esta semana, o Senado Federal publicou em seu perfil nas redes sociais, um post reforçando uma das diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei n. 12.587/12): a "prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados e dos serviços de transporte público coletivo sobre o transporte individual motorizado.
Segundo a legislação, em vias onde não há ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, o ciclista deve ocupar o bordo da pista (margem ou limite lateral da pista de rolamento, frequentemente demarcado por uma linha branca contínua) no mesmo sentido dos carros. Nesses casos, ele tem preferência de circulação sobre os veículos automotores, desde que respeite as regras de trânsito como sinalização e semáforos.
Isso não quer dizer que o ciclista pode agir sem responsabilidades. A lei destaca que ele deve obedecer às normas de trânsito, manter a direção defensiva e zelar pela segurança de pedestres. Quando há infraestrutura cicloviária adequada, o uso dela é recomendado e previsto na lei.
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Por outro lado, você sabia que os motoristas têm obrigações específicas para proteger ciclistas? Dentre elas, estão manter distâncias seguras ao ultrapassá-los e reduzir velocidade ao aproximar-se de quem pedala. O CTB prevê infrações e penalidades para condutores que coloquem em risco usuários mais vulneráveis.
Quem tem prioridade?
A prioridade legal reflete a ideia de que modos de transporte não motorizados devem ser resguardados, e que veículos maiores e mais pesados têm maior responsabilidade de evitar acidentes.
Ainda assim, tanto ciclistas quanto motoristas aguardam melhorias práticas, como mais infraestrutura cicloviária e educação no trânsito, para que essa prioridade garantida na lei se traduza em convivência mais segura nas ruas brasileiras
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