O caso da morte da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento onde morava com o marido, no Brás, em São Paulo, segue cercado de dúvidas. Inicialmente tratado como uma morte a esclarecer, o episódio passou a ser investigado como feminicídio. O principal suspeito é o próprio marido da vítima, o tenente-coronel Geraldo Neto, que hoje responde na Justiça também por fraude processual.
Novas imagens divulgadas pelo programa Fantástico mostram o comportamento do oficial logo após o disparo. Os registros, feitos por câmeras corporais dos policiais que atenderam a ocorrência, revelam detalhes que ajudaram a investigação.
Nas gravações, Geraldo Neto aparece ao telefone enquanto Gisele é socorrida. Em conversa com um policial, ele afirma que estava no banho quando ouviu um barulho e encontrou a esposa caída, alegando que ela teria tirado a própria vida. No entanto, a perícia contestou essa versão. Segundo a análise técnica, Gisele não conseguiria alcançar a arma no local onde estava, e a disposição dos objetos no apartamento também não condiz com o relato do suspeito.
As imagens ainda mostram contradições sobre o relacionamento do casal. Enquanto o tenente-coronel afirmou que pretendia se separar, mensagens indicam que era Gisele quem desejava o fim da relação. Para a Polícia Civil, há indícios de um histórico de violência, incluindo abusos psicológicos, físicos e até financeiros.
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De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a atuação dos primeiros policiais foi fundamental para preservar informações importantes do caso.
Um mês após o crime, Geraldo Neto se tornou réu por feminicídio. A investigação aponta que, além do assassinato, ele pode ter alterado a cena para tentar sustentar a versão apresentada inicialmente.
As imagens que ajudaram na investigação do caso são das câmeras corporais de policiais que atenderam à ocorrência
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