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DINHEIRO ESQUECIDO EM BANCOS

Mais de 47 milhões de brasileiros têm valores a receber; veja como sacar

Sistema de Valores a Receber revela aumento no total disponível e facilita consulta de valores esquecidos por pessoas e empresas.

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Imagem ilustrativa da notícia Mais de 47 milhões de brasileiros têm valores a receber; veja como sacar camera Mais de 47 milhões de pessoas ainda têm valores a receber em bancos e instituições financeiras; consulta e saque podem ser feitos de forma gratuita pelo sistema oficial. | Reprodução/Arquivo/Agência Brasil

Em tempos de crescente digitalização dos serviços financeiros, a relação entre brasileiros e instituições bancárias revela surpresas que vão além de tarifas e empréstimos. Em meio a contas antigas, cobranças indevidas e saldos esquecidos, um volume bilionário permanece à espera de resgate, reacendendo o interesse da população por recursos que, embora seus por direito, ficaram perdidos no sistema.

Os brasileiros têm atualmente R$ 10,554 bilhões esquecidos em bancos e outras instituições financeiras, segundo atualização do Sistema de Valores a Receber (SVR), divulgada pelo Banco Central do Brasil. O montante representa um leve aumento em relação aos R$ 10,495 bilhões registrados no mês anterior.

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Ao todo, 47,1 milhões de pessoas físicas têm direito a resgatar R$ 8,147 bilhões, enquanto 5,06 milhões de empresas podem recuperar R$ 2,407 bilhões. O sistema foi criado justamente para permitir que cidadãos e empresas consultem e recuperem valores esquecidos ao longo de suas relações com instituições financeiras.

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ONDE ESTÁ O DINHEIRO ESQUECIDO

A maior parte desses recursos - cerca de R$ 6,272 bilhões - está concentrada em bancos. Em seguida, aparecem administradoras de consórcios (R$ 2,633 bilhões), cooperativas (R$ 953 milhões), instituições de pagamento (R$ 361 milhões), financeiras (R$ 218 milhões), corretoras e distribuidoras (R$ 106 milhões) e outras instituições.

Apesar do volume expressivo, a maioria dos valores é pequena: 63,2% não ultrapassa R$ 10. Outros 24,3% estão entre R$ 10,01 e R$ 100, enquanto apenas 2% dos beneficiários têm mais de R$ 1.000 a receber.

RESGATES JÁ REALIZADOS E ACESSO LIBERADO

Desde a criação do sistema, os brasileiros já resgataram mais de R$ 14,149 bilhões. Desse total, R$ 10,4 bilhões foram recuperados por pessoas físicas e R$ 3,7 bilhões por empresas. Somente em janeiro, foram devolvidos R$ 391,8 milhões.

Inicialmente, havia um prazo para saque, mas a medida foi revista pelo Ministério da Fazenda, que decidiu manter o sistema aberto por tempo indeterminado, permitindo consultas e resgates a qualquer momento.

COMO CONSULTAR E SACAR OS VALORES

A consulta pode ser feita pela internet, no site oficial do sistema. Para solicitar o resgate, é necessário ter uma conta no portal gov.br com nível de segurança prata ou ouro.

Após acessar o sistema, o usuário deve verificar o valor disponível, aceitar os termos e escolher a forma de resgate. A opção mais rápida é via Pix, com pagamento em até 12 dias úteis. Para quem não utiliza o sistema, é possível entrar em contato diretamente com a instituição responsável.

DE ONDE VEM O DINHEIRO ESQUECIDO

Os valores esquecidos podem ter diversas origens, como tarifas cobradas indevidamente, saldos remanescentes em contas encerradas, recursos de consórcios finalizados, cotas de cooperativas ou até valores não resgatados em contas de pagamento.

Esses recursos pertencem aos clientes, mas permaneceram nas instituições financeiras por falta de movimentação ou desconhecimento.

ALERTA PARA GOLPES E FRAUDES

Com o aumento da procura, também crescem as tentativas de golpe. O Banco Central do Brasil alerta que o único site oficial para consulta é o sistema Valores a Receber.

A recomendação é evitar clicar em links enviados por mensagens, não fornecer senhas e desconfiar de qualquer cobrança. Todos os serviços são gratuitos, e o banco não entra em contato direto com cidadãos para tratar desses valores.

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