Uma ampla maioria da população brasileira avalia de forma negativa a atuação das empresas de apostas esportivas, conhecidas como “bets”. É o que revela a pesquisa Latam Pulse Brasil, elaborada pela AtlasIntel e divulgada nesta quinta-feira (30).
Segundo o levantamento, 86,7% dos brasileiros enxergam as apostas online como nocivas à sociedade. Desse total, 63,2% afirmam que a atividade traz “somente prejuízos”, enquanto 23,5% consideram que há “mais prejuízos do que benefícios”.
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Outros 5,9% avaliam que os impactos são equilibrados entre ganhos e perdas. Já uma parcela mínima vê efeitos positivos: apenas 0,5% dizem que as bets oferecem mais benefícios, e 0,1% acreditam que há somente vantagens. Ainda, 6,8% dos entrevistados não souberam opinar.
Responsabilidade pela expansão divide opiniões
A pesquisa também investigou a percepção sobre a responsabilidade pela disseminação das apostas online no país. Para 35,3% dos entrevistados, a culpa recai sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Outros 26,2% atribuem a expansão ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto 11,8% apontam o Congresso Nacional do Brasil como principal responsável.
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Na prática, a autorização para apostas online foi aprovada pelo Congresso em 2018, durante a gestão do então presidente Michel Temer, por meio de alterações em uma medida provisória sobre loterias. Já no fim de 2023, o governo Lula encaminhou um projeto para regulamentar o setor, o que impulsionou a expansão dessas empresas no país.
Atualmente, estimativas indicam que os brasileiros movimentam mais de R$ 30 bilhões por mês em apostas online.
População apoia proibição e mais regras
O levantamento mostra ainda que há forte apoio a medidas restritivas. Cerca de 70% dos brasileiros defendem a proibição das bets, enquanto apenas 15% se posicionam contra essa possibilidade.
Além disso, 80% dos entrevistados acreditam que as empresas do setor deveriam pagar mais impostos, e 76% defendem a limitação da publicidade das plataformas de apostas.
A pesquisa também aponta ceticismo em relação ao potencial financeiro das bets. Apenas 3% dos brasileiros veem as apostas como uma possível fonte de renda ou investimento, enquanto 82% rejeitam essa ideia.
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