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JK foi assassinado pela ditadura, aponta relatório

Documento analisado pela Comissão de Mortos e Desaparecidos contesta versão oficial sobre acidente na Via Dutra, em 1976

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Imagem ilustrativa da notícia JK foi assassinado pela ditadura, aponta relatório camera Análise também considera investigações realizadas posteriormente, incluindo um inquérito civil público conduzido pelo Ministério Público Federal (MPF) entre 2013 e 2019 | Reprodução/Brasil 247

Mais de 50 anos após a morte de Juscelino Kubitschek, um novo relatório reacende as dúvidas sobre o episódio ocorrido na Via Dutra, em 1976. Segundo o documento, que está sob análise da Comissão de Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), o ex-presidente teria sido vítima de uma ação do Regime Militar, contrariando a versão oficial de acidente automobilístico divulgada na época.

O parecer foi elaborado pela historiadora Maria Cecília Adão e reúne mais de cinco mil páginas. Segundo a relatora, o carro em que JK viajava entre Rio de Janeiro e São Paulo não perdeu o controle após uma colisão com um ônibus, como sustentava o governo militar. A conclusão apresentada é de que houve uma interferência externa que provocou a saída do veículo da pista e, posteriormente, a batida contra uma carreta que seguia no sentido contrário da rodovia.

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Revelado pelo Folha de São Paulo, o relatório questiona diretamente a narrativa oficial de que o Opala conduzido por Geraldo Ribeiro, amigo e motorista de JK, teria sido atingido durante uma ultrapassagem. O impacto teria feito o automóvel atravessar a pista e colidir com a carreta, causando a morte dos dois ocupantes. Contudo, para Maria Cecília Adão não existem evidências que sustentem essa primeira colisão.

A análise também considera investigações realizadas posteriormente, incluindo um inquérito civil público conduzido pelo Ministério Público Federal (MPF) entre 2013 e 2019. O procedimento concluiu que o carro de JK não bateu no ônibus antes de cruzar a pista, embora tenha destacado ser “impossível afirmar ou descartar a hipótese de atentado”.

Além disso, o relatório incorpora conclusões das comissões estaduais da Verdade de São Paulo e Minas Gerais, que apontaram a possibilidade de um atentado político contra o ex-presidente. Entre as hipóteses levantadas estão sabotagem no veículo e disparos contra o automóvel.

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O documento ainda será analisado pelos demais integrantes da CEMDP e deve entrar em pauta na próxima reunião do colegiado, que ainda não teve data definida. O órgão foi criado em 1995, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, com a missão de reconhecer mortes e desaparecimentos relacionados à repressão política no período da ditadura militar.

Juscelino Kubitschek governou o Brasil entre 1956 e 1961. O mandato dele ficou marcado pelo plano de desenvolvimento sintetizado no lema “50 anos em 5” e pela construção de Brasília, inaugurada em 1960. Após deixar a Presidência, JK foi eleito senador, mas teve os direitos políticos cassados depois do golpe militar de 1964. A morte do ex-presidente, ocorrida no dia 22 de agosto de 1976, segue cercada de questionamentos até hoje.

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