O combate às fraudes que atingem aposentados e pensionistas do país ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (26). Em mais uma ofensiva para aprofundar as investigações sobre descontos indevidos aplicados em benefícios previdenciários, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram uma nova fase da Operação Sem Desconto.
A ação mira suspeitas de irregularidades envolvendo cobranças aplicadas sem autorização de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), prática que pode ter causado prejuízos financeiros a aposentados e pensionistas.
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Nesta etapa, pessoas ligadas a três entidades estão entre os principais alvos das medidas autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal: Amar/Masterprev, Abapen e Unibap.
Ao todo, estão sendo cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, além de oito medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras determinações judiciais de natureza patrimonial.
As diligências ocorrem nos estados de Pernambuco, São Paulo, Paraíba e Distrito Federal.
Segundo a Polícia Federal, a operação tem como objetivo aprofundar a apuração de possíveis crimes contra a administração pública, incluindo organização criminosa, estelionato previdenciário, ocultação de patrimônio e dilapidação patrimonial.
A nova fase ocorre em meio a mudanças internas na condução da investigação.
Esta é a primeira etapa da Operação Sem Desconto após a substituição do delegado responsável pela coordenação do caso.
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A troca ocorreu em meio ao acompanhamento de possíveis pressões sobre investigadores, especialmente após uma das frentes da apuração alcançar pessoas ligadas ao empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.
Iniciada em 2025, a operação avançou nos últimos meses nas tratativas de acordos de colaboração premiada com investigados.
Entre os nomes que negociam colaboração estão o empresário Maurício Camisotti, o ex-procurador-geral do INSS Virgílio Antônio Filho e o ex-diretor do instituto André Fidelis.
Uma das propostas de delação já chegou a ser encaminhada para homologação, mas foi devolvida após manifestação contrária da Procuradoria-Geral da República.
As investigações seguem para esclarecer a extensão do esquema e identificar possíveis novos envolvidos no caso.
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