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CASO MENINO HENRY BOREL

Jairinho tinha “prazer em infligir dor a crianças”, diz psiquiatra em julgamento

Testemunha de acusação descreveu padrões de comportamento dos réus no terceiro dia de júri; defesa contesta validade das avaliações

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Imagem ilustrativa da notícia Jairinho tinha “prazer em infligir dor a crianças”, diz psiquiatra em julgamento camera Fórum Central do Rio de Janeiro, onde ocorre o julgamento de Jairinho e Monique Medeiros no caso Henry Borel. | (Foto: Divulgação SEAP)

O julgamento da morte do menino Henry Borel teve mais um dia de depoimentos no 2º Tribunal do Júri da Capital, no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (27/5). Entre os destaques da sessão, esteve a fala do psiquiatra Rafael Bernardon, que analisou o comportamento dos réus e apresentou conclusões que foram contestadas pela defesa.

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Psiquiatra aponta padrão de violência

Durante o depoimento como testemunha de acusação, Rafael Bernardon afirmou ter identificado um suposto padrão de comportamento em Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, relacionado à violência contra crianças.

Segundo ele, haveria um “padrão repetitivo de abuso infantil” e uma percepção de “prazer em infligir dor a crianças”.

O especialista explicou que sua análise teve como objetivo contribuir para a compreensão do caso pelo Conselho de Sentença, com base em avaliações comportamentais dos réus.

Avaliação de perfil dos acusados

Em seu depoimento, Bernardon também descreveu traços de personalidade atribuídos ao ex-vereador, como comportamento “egocêntrico, narcisista, perverso e sádico”, conforme relatado no parecer anexado ao processo.

Ele afirmou ainda que, em ambientes privados, haveria relatos de atitudes agressivas e violentas.

Ao longo da audiência, Jairinho contestou as declarações, classificando-as como interpretações pessoais do especialista.

Menção ao comportamento de Monique Medeiros

O psiquiatra também analisou o comportamento de Monique Medeiros, mãe de Henry, afirmando que ela não teria agido de forma subordinada ao ex-vereador.

Segundo ele, Monique teria priorizado interesses pessoais em detrimento do bem-estar do filho e ignorado sinais de alerta sobre possíveis situações de risco.

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