Autoridades de saúde acompanham dois casos suspeitos de Ebola registrados nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Embora os pacientes tenham recebido diagnósticos preliminares para outras doenças, as investigações continuam até que a infecção pelo vírus seja totalmente descartada.
O que é o Ebola?
O Ebola é uma doença viral grave que provoca febre hemorrágica e apresenta alta taxa de mortalidade. O vírus foi identificado pela primeira vez em 1976, em surtos simultâneos registrados no Sudão e na República Democrática do Congo.
Os sintomas podem surgir entre dois e 21 dias após a infecção. Entre os sinais iniciais mais comuns estão febre alta, dores musculares, fadiga intensa e dor de cabeça. Com a evolução da doença, podem ocorrer diarreia, vômitos, desidratação e sangramentos.
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A transmissão acontece por meio do contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, como sangue, saliva, suor, urina, vômito, fezes, sêmen e secreções vaginais. O contágio também pode ocorrer pelo contato com objetos contaminados ou com animais infectados.
Especialistas destacam que, apesar da gravidade da doença, o risco de uma pandemia global é considerado baixo devido às características de transmissão do vírus.
O que se sabe sobre os casos investigados no Brasil?
As autoridades sanitárias monitoram dois pacientes que estiveram recentemente em países africanos onde há registros de circulação do vírus.
Caso em São Paulo
O paciente é um homem de 37 anos, que retornou recentemente da República Democrática do Congo, país que enfrenta um surto de Ebola. Ele foi internado no Instituto Emílio Ribas, referência nacional no tratamento de doenças infecciosas, após apresentar sintomas graves. Segundo o Ministério da Saúde, o paciente chegou a uma unidade de saúde com quadro de diarreia, desorientação e rápida piora clínica, necessitando de intubação.
Exames realizados pelo Instituto Adolfo Lutz confirmaram o diagnóstico de meningite meningocócica. Apesar disso, os protocolos de investigação para Ebola permanecem em andamento até a conclusão dos testes específicos para a doença.
Caso no Rio de Janeiro
O segundo caso envolve um paciente que esteve recentemente em Uganda, país vizinho à República Democrática do Congo e que também registra aumento de casos da doença.
O homem apresentou sintomas como diarreia, calafrios e tosse, sendo encaminhado para isolamento no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas.
Os exames indicaram diagnóstico de malária. Ainda assim, ele segue sob observação e isolamento até que os resultados laboratoriais descartem definitivamente a possibilidade de infecção pelo vírus Ebola.
As equipes de Vigilância Epidemiológica do Rio de Janeiro também realizam o rastreamento dos contatos do paciente como medida preventiva.
Como se prevenir?
Como não existe uma vacina amplamente disponível para prevenção do Ebola, as autoridades de saúde recomendam algumas medidas básicas:
- Evitar viagens para áreas com surtos ativos;
- Lavar as mãos com frequência;
- Evitar contato com pessoas infectadas;
- Não manusear corpos de vítimas da doença sem equipamentos de proteção adequados;
- Seguir orientações sanitárias durante viagens internacionais.
Até o momento, não há confirmação de casos de Ebola no Brasil. Os dois pacientes permanecem sob monitoramento enquanto as análises laboratoriais são concluídas.
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