Uma mulher investigada por uma tentativa de homicídio em Joinville, no Norte de Santa Catarina, afirma estar sendo alvo de xenofobia nas redes sociais após a repercussão do caso. A situação ganhou grande visibilidade online e passou a gerar debates e manifestações nas plataformas digitais.
Segundo as investigações, o crime ocorreu após uma emboscada. A vítima foi estrangulada e atingida por golpes de faca no pescoço.
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Mesmo gravemente ferida, ela conseguiu sobreviver e caminhou cerca de 5,4 quilômetros até conseguir pedir socorro, o que chamou atenção das autoridades e da população local.
Xenofobia amplificada nos comentários
Mesmo sem estatística que apontem qualquer dado sobre a origem de pessoas que comentem crimes e são presas ou detidas em Santa Catarina, o post sobre a paraense presa sob suspeita de homicídio está tomado por comentários xenofóbicos. Muitos dos comentadores fazem alusão à origem da mulher e rotulam paraenses como criminosos.
Um deles diz "Só tranqueira que vem do Pará", outro menciona "As vezes me sinto morando no estado do Pará 😂". Um dos comentários sugere que Joinville foi "invadida" e outro aponta o tipo físico da suspeita: "Sempre a mesma Skin....".
Há ainda comentários diretos, como "Só podia ser paraense🥺🥺🥺",
"Mais uma vez de onde? Já avisei cada um no seu território..." e "Não importa o sexo, é do Pará 😂". Alguns os perfis confudem a região geográfica e chamam a mulher presa de nordestina: "Nem sempre um nordestino, mas sempre um nordestino".
A página também traz comentários contrários à xenofobia: "Vejo pessoas de SC generalizando, falando mal de outros estados, principalmente do Norte e Nordeste. Mas esquecem que o crime mais brutal de Blumenau, o ataque às crianças da creche, foi cometido por um...".
Outra crítica lamenta: "quanto comentário xenofobia, quando me falaram que esse povo era diferenciado pela sua xenofobia eu não acreditei, antes era com os cariocas, depois nordestinos, e agora com paraenses, que povo mais preconceituoso"
Crime teria sido motivado por ciúmes e planejado com ajuda de comparsa
De acordo com a investigação, a suspeita não aceitava o fim do relacionamento com o ex-companheiro. Ainda segundo a polícia, ela teria contado com a ajuda de um homem para planejar e executar o ataque.
Após o crime, a investigada teria fugido para o Pará, onde continuou fazendo ameaças contra a vítima até ser localizada e presa no município de Ananindeua, na região metropolitana de Belém.
Caso segue sob investigação
A Polícia Civil segue apurando todos os detalhes da ocorrência, incluindo a participação dos envolvidos e a dinâmica completa do crime.
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