Os fortes terremotos que atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24) não foram percebidos apenas no país vizinho. As ondas sísmicas geradas pelos abalos atravessaram milhares de quilômetros e puderam ser sentidas em diferentes estados da Região Norte do Brasil, incluindo o Pará.
A confirmação foi feita pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), que analisaram os eventos registrados próximos à cidade de Morón, no estado venezuelano de Carabobo.
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Segundo os especialistas, dois terremotos ocorreram em sequência, com magnitudes de 7,2 e 7,5, em um intervalo inferior a um minuto. O epicentro foi localizado na região costeira do Caribe, a cerca de 13 quilômetros de profundidade.
Quais estados brasileiros sentiram os tremores?
De acordo com a Rede Sismográfica Brasileira, moradores relataram a percepção dos abalos nos seguintes estados:
- Pará;
- Amazonas;
- Roraima;
- Amapá.
As capitais Belém, Manaus, Boa Vista e Macapá registraram relatos de moradores que sentiram prédios e apartamentos balançarem durante a passagem das ondas sísmicas.
Em Belém, moradores de bairros como Umarizal, Jurunas, Nazaré, Pedreira e Cremação relataram oscilações em edifícios residenciais. Em alguns casos, condomínios chegaram a ser evacuados preventivamente após o acionamento de alarmes de emergência.
Por que o tremor foi sentido tão longe?
Segundo o sismólogo Bruno Collaço, do Centro de Sismologia da USP, é relativamente comum que terremotos de grande magnitude sejam percebidos a longas distâncias.
"É relativamente comum que sismos dessas magnitudes e com essas profundidades sejam sentidos a vários quilômetros de distância do epicentro", explicou o especialista.
Ele ressalta, porém, que apesar do susto, não há risco significativo para cidades brasileiras localizadas tão longe da área afetada.
"Apesar do susto que podem causar nas pessoas por aqui, a distâncias como essa não há chance de danos para as cidades brasileiras", afirmou.
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Réplicas ainda podem ocorrer
Os especialistas alertam que terremotos dessa intensidade costumam ser seguidos por réplicas nos dias posteriores ao evento principal.
Embora não seja possível prever quando novos tremores acontecerão, a expectativa é de que a atividade sísmica na região continue sendo monitorada pelas autoridades e centros de pesquisa.
Enquanto isso, a confirmação científica ajuda a explicar os relatos feitos por moradores de diversos municípios brasileiros que sentiram os efeitos de um dos mais fortes terremotos registrados recentemente na Venezuela.
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