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BALEADO NA CABEÇA

Tenente irmão de Eloá apresenta melhora, mas segue em estado grave

Exames apontam redução do edema cerebral; investigação trata ataque contra Ronickson Pimentel como ação premeditada e já prendeu dois suspeitos.

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Imagem ilustrativa da notícia Tenente irmão de Eloá apresenta melhora, mas segue em estado grave camera Apesar da evolução, Ronickson Pimentel segue internado em estado grave na UTI Neurológica. | Reprodução/PMSP

O tenente da Rota, Ronickson Pimentel dos Santos, irmão de Eloá Pimentel, apresentou uma evolução no quadro clínico após os exames realizados nesta segunda-feira (29). De acordo com a Polícia Militar de São Paulo (PMSP), a tomografia revelou diminuição do edema cerebral, embora o policial continue internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neurológica, onde permanece sob sedação e ventilação mecânica.

Segundo a atualização divulgada pela corporação, Ronickson continua recebendo tratamento intensivo e sendo acompanhado continuamente pela equipe médica. Apesar da melhora observada nos exames de imagem, os médicos mantêm cautela quanto à evolução do quadro clínico. O policial permanece sedado, respirando com auxílio de aparelhos e submetido a monitoramento constante, devido à gravidade dos ferimentos provocados pelo atentado.

CONTEÚDO RELACIONADO

TENENTE FOI BALEADO ENQUANTO AGUARDAVA EM SEMÁFORO

Ronickson Pimentel, integrante das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), foi atingido por disparos na cabeça na tarde de sábado (27), enquanto estava parado em um semáforo na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul, na região metropolitana de São Paulo.

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Câmeras de segurança registraram toda a ação. As imagens mostram dois homens em uma motocicleta se aproximando da motocicleta do policial e efetuando vários disparos antes de fugirem rapidamente do local.

POLÍCIA APONTA QUE ATENTADO FOI PLANEJADO

As investigações conduzidas pela Polícia Civil indicam que o ataque foi cuidadosamente planejado. De acordo com o major Marcos Verardino, que acompanha o caso, os investigadores ainda trabalham para esclarecer a motivação do crime, mas já existem elementos que sustentam a hipótese de uma emboscada premeditada.

"A gente ainda está cruzando as informações para verificar a motivação, mas com certeza premeditado", afirmou o oficial durante entrevista concedida no domingo (28), no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), em São Paulo.

DILIGÊNCIAS IDENTIFICARAM SUSPEITOS DE APOIO LOGÍSTICO

Logo após o atentado, equipes policiais iniciaram uma força-tarefa reunindo imagens de monitoramento e informações de inteligência. O cruzamento dos dados permitiu identificar pessoas suspeitas de oferecer suporte aos autores dos disparos.

Segundo o major Verardino, as investigações apontaram dois indivíduos que teriam participado do apoio logístico aos executores do crime, contribuindo para a realização da tentativa de homicídio.

DOIS INVESTIGADOS JÁ FORAM PRESOS

Até o momento, dois suspeitos foram detidos por envolvimento no caso. Conforme informou a Polícia Militar, um deles admitiu ter prestado apoio logístico aos atiradores. O segundo preso também é investigado por suposta participação na estrutura que auxiliou a execução do atentado.

A polícia segue realizando diligências para identificar os autores dos disparos e esclarecer a motivação do ataque.

IRMÃO DE ELOÁ PIMENTEL REVIVE DRAMA FAMILIAR

Ronickson Pimentel voltou ao noticiário nacional por ser irmão de Eloá Cristina Pimentel, vítima de um dos casos de cárcere privado de maior repercussão da história do país.

Em 13 de outubro de 2008, Eloá, então com 15 anos, foi mantida refém por mais de 100 horas pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, que invadiu o apartamento onde ela estava. Durante a ação policial para libertar as vítimas, Lindemberg atirou contra Eloá e sua amiga Nayara. Eloá morreu horas depois no hospital em consequência dos disparos, enquanto Nayara sobreviveu após ser baleada no rosto.

Lindemberg foi condenado inicialmente a 98 anos e 10 meses de prisão. Posteriormente, em 2013, a pena foi reduzida para 39 anos e três meses. Atualmente, ele permanece preso na penitenciária de Tremembé, no interior paulista.

Na época do crime que vitimou a irmã, Ronickson tinha 21 anos. Em 2025, a história voltou a ganhar destaque com o lançamento do documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, da Netflix, que revisitou o sequestro e apresentou novos relatos de pessoas próximas à adolescente sobre um dos episódios criminais mais marcantes do Brasil.

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