A Polícia Civil da Bahia concluiu a investigação sobre o assassinato da professora aposentada Vivaldina de Jesus Bonfim, de 64 anos, morta dentro da casa dela no município de Santa Rita de Cássia, no oeste do estado. Tratado como latrocínio, o caso acabou ganhando ganhou repercussão no país pela brutalidade como ocorreu. Após o crime, os suspeitos arrancaram quatro dedos da mão direita da vítima para utilizar a biometria dela em saques bancários.
Segundo o inquérito, Vivaldina foi assassinada no último dia 07 de junho com golpes de picareta durante uma ação planejada para roubar dinheiro e objetos da residência. Além disso, as investigações apontaram que quatro homens estiveram envolvidos no crime. De acordo com informações apuradas e divulgadas pela TV Oeste, afiliada da Rede Bahia, os suspeitos respondem por associação criminosa e permanecem presos desde os dias 20 de junho e 03 de julho.
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Ainda segundo as investigações das autoridades, a articulação do crime teria partido da afilhada da professora, Maria Eunice Leite de Souza. De acordo com a polícia, ela informou aos comparsas que a vítima mantinha um quarto da casa sempre trancado e que a chave ficava guardada em uma peça de roupa. O grupo acreditava que o local escondia joias e dinheiro.
Na véspera do assassinato, Vivaldina pediu à afilhada uma indicação de pedreiro para realizar uma reforma na cozinha. A suspeita teria sugerido o próprio genro, Cristiano Machado de Oliveira, que se juntou ao marido dela, João de Souza Andrade, para executar o plano. Conforme a investigação, os dois homens foram até a residência e atacaram a professora com o cabo de uma picareta. Depois, ela teria sido torturada para entregar a chave do cômodo, mas acabou morta após novos golpes que atingiram a região do pescoço.
Segundo a Polícia Civil, durante a ação, Cristiano e João fizeram uma videochamada para mostrar a vítima às companheiras. Após a morte, Maria Eunice e Vitória Souza dos Santos teriam ido até o imóvel para auxiliar os homens. De acordo com as investigações, o corpo da professora foi arrastado do quintal para o banheiro, enquanto cartões bancários, celular e outros objetos foram levados. A vítima também teve os dedos retirados e colocados em um recipiente com gelo para serem usados posteriormente nos caixas eletrônicos.
No dia seguinte ao assassinato, Cristiano e Vitória viajaram de transporte irregular de passageiros até Barreiras, cidade localizada a cerca de 198 quilômetros de Santa Rita de Cássia. Segundo as investigações, ele realizou dois saques de R$ 6 mil em uma agência do Banco do Brasil usando a biometria da professora. Depois de passar a noite na cidade, o casal voltou ao banco e conseguiu retirar mais R$ 6 mil. Uma quarta tentativa não foi concluída porque o sistema não reconheceu mais a digital, possivelmente devido ao estado de decomposição.
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De acordo com a Polícia Civil, a movimentação bancária acabou sendo um dos principais elementos para a descoberta dos envolvidos. Com as imagens fornecidas pelo Banco do Brasil, a polícia conseguiu identificar os suspeitos e cruzar informações de localização. O delegado responsável pelo caso afirmou que o uso da biometria foi um erro dos criminosos, pois permitiu rastrear a ação e chegar até Cristiano.
Outro elemento que ajudou na investigação foi o celular da vítima. Após os saques, os suspeitos tentaram vender o aparelho, mas desistiram quando um comprador desconfiou da procedência. O telefone foi descartado no trevo de Riachão das Neves e encontrado posteriormente por um caminhoneiro em Cruz das Almas, a mais de mil quilômetros de distância. O rastreamento do aparelho permitiu localizar a pessoa que o encontrou e recuperar informações importantes para o caso.
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