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“Mexeu com quem estava quieto”

Ataque na Bombril: suspeito usou duas facas, diz testemunha

O ataque na Bombril deixou três funcionários terceirizados mortos em São Bernardo do Campo; testemunhas afirmam que o autor repetia ameaças durante as agressões

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Imagem ilustrativa da notícia Ataque na Bombril: suspeito usou duas facas, diz testemunha camera Polícia apreendeu dois canivetes utilizados no ataque que matou três trabalhadores terceirizados na fábrica da Bombril. | ( Reprodução)

Chacina na Bombril que resultou na morte de três funcionários terceirizados em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, foi marcado por extrema violência. Segundo testemunhas ouvidas pela Polícia Civil, Claudio Henrique da Silva, de 33 anos, utilizou dois canivetes para cometer os assassinatos e repetia a frase "Vai mexer com quem está quieto!" enquanto golpeava uma das vítimas.

De acordo com os registros policiais, um canivete preto e outro verde foram apreendidos com o suspeito. A investigação ainda busca esclarecer em que momento cada arma foi utilizada durante o crime.

Vítima tentou escapar do agressor

O operador de empilhadeira Douglas de Souza Vieira, de 39 anos, foi surpreendido pelo ataque pouco antes das 6h, quando os funcionários aguardavam o início do expediente.

Ao perceber que estava sendo esfaqueado, ele tentou fugir descendo uma escada, mas caiu antes de alcançar um local seguro. Testemunhas afirmaram que o agressor o perseguiu e continuou desferindo golpes por vários minutos.

Além da frase "Vai mexer com quem está quieto!", Claudio também teria repetido diversas vezes: "Vai tirar brincadeira comigo?", segundo depoimentos prestados à polícia.

Supervisor tentou impedir o crime

Durante o ataque, o supervisor Edvaldo Santos da Silva, de 44 anos, tentou interromper as agressões. Ele lançou uma cadeira contra o suspeito e ordenou que ele parasse, mas acabou sendo atingido por uma facada no peito e morreu no local.

A terceira vítima foi o conferente José Guilherme Victoriano de Moura, de 54 anos, encontrado sem vida nas proximidades de um banheiro da fábrica.

Suspeito se rendeu e morreu na delegacia

Após os assassinatos, Claudio permaneceu sentado com uma das facas nas mãos. Segundo testemunhas, ele se recusou a entregar a arma aos colegas e afirmou que só a deixaria quando a polícia chegasse.

Quando os policiais militares chegaram ao local, o suspeito largou o canivete e se rendeu. Encaminhado ao 2º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, ele morreu posteriormente na carceragem após tirar a própria vida.

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Empresas lamentam mortes

Em nota, a Bombril informou que o autor e as vítimas eram trabalhadores terceirizados. A empresa afirmou que acionou as autoridades competentes, está colaborando com as investigações e presta assistência às famílias das vítimas.

A TPC, empresa responsável pelos funcionários terceirizados, também manifestou solidariedade aos familiares, informou que apura as circunstâncias do caso e declarou que está colaborando com as autoridades para o esclarecimento dos fatos.

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