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ECONOMIA MUNDIAL

Após tarifas dos EUA, Haiti vira 2º maior comprador de vinhos brasileiros

Com o impacto das tarifas dos EUA em produtos brasileiros, o Haiti se tornou um dos principais mercados para o vinho brasileiro.

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Imagem ilustrativa da notícia Após tarifas dos EUA, Haiti vira 2º maior comprador de vinhos brasileiros camera O Haiti ultrapassou os EUA e se tornou o 2º maior importador de vinho brasileiro no mundo. | (Freepik)

O Haiti assumiu a posição de segundo principal destino das exportações brasileiras de vinhos finos e espumantes em 2026, ultrapassando os Estados Unidos em um cenário marcado pela queda das vendas ao mercado norte-americano após a adoção de novas tarifas sobre produtos brasileiros. Apesar da mudança no ranking, o setor segue ampliando sua presença internacional e registrando crescimento nas exportações.

Dados do Comex Stat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o Haiti importou US$ 984,5 mil em vinhos e espumantes brasileiros neste ano. No mesmo período, os Estados Unidos adquiriram US$ 453,9 mil em produtos do segmento. O Paraguai permanece como o principal comprador, com importações de US$ 3,44 milhões.

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As vendas para os Estados Unidos recuaram 39,6% na comparação entre o primeiro semestre de 2025 e o mesmo período de 2026, passando de US$ 750,9 mil para US$ 453,9 mil. A retração ocorreu após a imposição de novas tarifas comerciais pelo governo norte-americano, levando as vinícolas brasileiras a intensificarem a busca por novos mercados.

Enquanto o mercado dos EUA encolheu, outros países ampliaram significativamente as compras. A Argentina registrou crescimento de 435% nas importações de vinhos brasileiros, seguida pelo Uruguai, com alta de 124,7%. Reino Unido, Suécia e China também apresentaram avanço nas aquisições em relação ao ano anterior.

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Entre os principais destinos das exportações, apenas Estados Unidos e Guiana registraram queda nas compras, sendo que a retração da Guiana foi de 31,6%.

Outra mudança observada no ranking foi a entrada de Angola entre os dez maiores mercados consumidores de vinhos finos e espumantes brasileiros, substituindo a Letônia.

Apesar da redução nas exportações para os Estados Unidos, o país continua sendo considerado estratégico pelas vinícolas nacionais por concentrar consumidores de maior valor agregado e ocupar a posição de maior importador de vinhos do mundo.

Exportações seguem em alta

Mesmo com a perda de espaço no mercado norte-americano, o desempenho geral das exportações brasileiras foi positivo. No primeiro semestre de 2026, os embarques de vinhos finos e espumantes renderam US$ 6,79 milhões, crescimento de 23,73% em comparação aos US$ 5,49 milhões registrados no mesmo período de 2025.

Os espumantes movimentaram US$ 1,18 milhão, alta de 19,5%, enquanto os vinhos responderam por US$ 5,61 milhões, avanço de 24,66%.

Ao longo dos seis primeiros meses do ano, os rótulos brasileiros chegaram a 79 países, representando um aumento de 20,4% no número de mercados atendidos.

Segundo o projeto Wines of Brazil, o resultado é consequência da estratégia de diversificação dos destinos de exportação, do fortalecimento das ações de promoção comercial no exterior e do reconhecimento crescente da qualidade dos vinhos e espumantes produzidos no Brasil.

O Wines of Brazil é uma iniciativa do Consevitis-RS em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), voltada à internacionalização das vinícolas brasileiras e à expansão da presença dos produtos nacionais nos principais mercados consumidores.

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