Aquelas ligções frequente de números desconhecidos, que insistem em tocar várias vezes ao dia e muitas vezes acabam ignoradas, pode se tornar menos comum nos próximos anos. Isso porque Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou que as operadoras ampliem os mecanismos para verificar a origem real das chamadas.
A medida busca combater o spoofing, técnica que falsifica o identificador de chamadas para fazer uma ligação parecer vir de bancos, empresas ou até de números semelhantes ao da própria vítima. Segundo a agência, a expectativa é de que a tecnologia de autenticação chegue em todas as regiões do país até 2028.
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De acordo com dados oficias, atualmente cerca de 6,6 bilhões das aproximadamente 30 bilhões de chamadas realizadas mensalmente no Brasil já passam por autenticação. A exigência consta na Resolução nº 777, de maio de 2025, reforçada por despacho que entrou em vigor em janeiro de 2026.
Contudo, a preocupação das autoridades cresceu diante do uso das ligações em golpes de engenharia social. Segundo um levantamento da Global Anti-Scam Alliance de 2025, 65% das vítimas entrevistadas disseram que a fraude começou por uma chamada telefônica, muitas vezes usada para obter dados pessoais ou bancários.
Diante desse cenário, agora as operadoras terão de adotar controles para barrar chamadas com identificação irregular e poderão ser obrigadas a fornecer registros e rotas do tráfego à Anatel. Também foram proibidas a revenda ou cessão irregular de números, sob risco de sanções administrativas.
Além disso, o despacho fortalece a Notificação Falsa Central (NFC), que permite a bancos e outras instituições informar rapidamente números suspeitos à Anatel. Segundo a agência, a medida busca acelerar a identificação e o bloqueio de linhas usadas em fraudes.
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Enquanto isso, o Vivo Anti-spam, ativado automaticamente em novas linhas, enfrenta questionamentos de empresas como a TIM. Pelo menos sete companhias reclamaram à Anatel de possíveis bloqueios de chamadas legítimas, incluindo contatos de unidades de saúde com pacientes.
A Anatel analisa os casos para equilibrar a proteção contra fraudes e a manutenção de ligações legítimas. Além disso, a agência ressalta que para reduzir chamadas indesejadas, consumidores podem cadastrar o número no Não Me Perturbe e ativar filtros para chamadas desconhecidas no celular.
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