O Pix pode ganhar uma das mudanças mais aguardadas pelos usuários: a possibilidade de realizar pagamentos mesmo quando o celular estiver sem conexão com a internet. A solução está entre os projetos que fazem parte da agenda de evolução do sistema de pagamentos do Banco Central (BC) para os próximos anos.
A proposta de permitir transações com o pagador offline vem sendo estudada pelo BC há algum tempo e aparece na agenda futura da autoridade monetária. A ideia é ampliar as situações em que o Pix pode ser utilizado, inclusive em locais com conexão limitada ou indisponível.
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Uma das possibilidades discutidas é o uso do Pix por aproximação com o pagador offline. Atualmente, o pagamento por aproximação depende de conexão com a internet para que a transação seja concluída. O BC já regulamentou e colocou em funcionamento a modalidade convencional de Pix por aproximação, mas a versão sem conexão ainda está em desenvolvimento.
A evolução não deve ficar restrita ao funcionamento sem internet. O Banco Central também mantém na agenda projetos que podem alterar a forma como consumidores e empresas utilizam o sistema de pagamentos.
Entre eles está o Pix em garantia, voltado principalmente para facilitar operações de crédito para empresas. A proposta prevê a utilização de recebíveis futuros de Pix como garantia, o que pode ampliar as possibilidades de financiamento para negócios que movimentam parte significativa das vendas pelo sistema.
Outra frente em avaliação é o Pix Internacional, que permitiria ampliar o uso do sistema em operações envolvendo outros países. Para isso, porém, será necessário estabelecer regras e mecanismos de integração entre diferentes sistemas financeiros e de pagamentos.
O BC também trabalha em outras mudanças relacionadas ao Pix Automático, mecanismos de segurança, prevenção a fraudes e infraestrutura do sistema. A agenda oficial para 2027 e os períodos seguintes inclui ainda projetos como o split de pagamentos, a duplicata no Pix e o aumento da capacidade de processamento.
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A evolução do Pix ocorre de forma gradual. Algumas funcionalidades já foram implantadas, enquanto outras continuam em fase de desenvolvimento, estudos técnicos ou regulamentação. Por isso, a inclusão de um projeto na agenda do Banco Central não significa que ele já tenha data definida para chegar aos usuários.
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