Após Milton Lívio Lemos Salles, juiz de segundo grau de Minas Gerais, ter sido afastado nesta semana por aparecer bebendo vinho e fumando durante uma sessão virtual, novas denúncias envolvendo o nome do magistrado vieram à tona. Em uma delas, a própria companheira de Salles procurou a polícia e relatou ter sido ameaçada e intimidada por ele.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, um pedido de medida protetiva havia sido formalizado em abril deste ano, após ela buscar atendimento na Casa da Mulher Mineira. De acordo com o portal Metrópoles, a existência da medida foi confirmada pelo próprio Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
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De acordo com o relato apresentado às autoridades, Salles teria ameaçado colocar fogo no sítio da mãe da companheira, uma idosa de 88 anos. A mulher também afirmou que o juiz teria estabelecido um prazo de 30 dias para que ela deixasse o apartamento onde os dois moravam.
Ainda conforme o depoimento da companheira feito para as autoridades, ela suspeita que o magistrado tenha danificado os quatro pneus do carro dela e tentado forçar a entrada no imóvel.
Contudo, não há relato de agressão física no caso. Ao procurar a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), a mulher manifestou interesse na adoção de medidas protetivas e também em processar criminalmente o juiz. Segundo informações confirmadas pelo portal Metrópoles, o procedimento tramita sob segredo de Justiça e, por isso, o TJMG não divulgou outros detalhes.
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O caso veio à tona um dia depois de Salles ser afastado pelo TJMG e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), nesta terça-feira (11/08). O magistrado passou a ser investigado após aparecer em uma sessão virtual levando à boca uma garrafa que aparentava ser de vinho e fumando durante os trabalhos.
Diante da situação, a Corregedoria-Geral de Justiça abriu procedimento para apurar a conduta de Salles. Além disso, o TJMG suspendeu as credenciais e permissões de acesso funcional de Salles aos sistemas judiciais e administrativos do tribunal e do CNJ.
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