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COMO FUNCIONA A SEMAGLUTIDA

Nova caneta emagrecedora genérica e mais barata é aprovada

Nova caneta de semaglutida tem o Ozivy como medicamento de referência e chega ao mercado para tratamento de diabetes tipo 2.

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Imagem ilustrativa da notícia Nova caneta emagrecedora genérica e mais barata é aprovada camera Anvisa aprova segundo medicamento genérico de semaglutida, usado para diabetes tipo 2 e obesidade. Descubra suas aplicações e custos. | Reprodução/Anvisa

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou na segunda-feira (24/08) o segundo medicamento genérico à base de semaglutida no Brasil. A substância ficou conhecida pela utilização em canetas injetáveis associadas ao tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade.

O novo produto tem como medicamento de referência o Ozivy, e a aprovação permite que os dois sejam considerados intercambiáveis. Na prática, isso significa que o genérico pode substituir o medicamento de referência, desde que sejam respeitadas as indicações e orientações previstas na prescrição.

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Segundo a Anvisa, o produto será comercializado em quatro apresentações, todas com solução injetável de 1,34 mg/mL para aplicação sob a pele. As diferentes versões terão prazo de validade de 24 meses.

Como funciona a semaglutida?

A semaglutida é uma substância que reproduz no organismo efeitos semelhantes aos do GLP-1, hormônio produzido naturalmente pelo intestino.

A atuação ocorre principalmente sobre o controle da glicose e a sensação de saciedade. O medicamento também reduz a velocidade com que o estômago é esvaziado, o que pode contribuir para uma menor ingestão de alimentos e, consequentemente, para a perda de peso.

Apesar de ser popularmente chamada de “caneta emagrecedora”, a indicação do medicamento aprovado pela Anvisa deve seguir as condições estabelecidas em seu registro.

As canetas são indicadas para adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não conseguem controlar adequadamente a doença, sempre como complemento à alimentação adequada e à prática de exercícios.

O tratamento pode ocorrer sozinho, quando a metformina não é indicada por causa de contraindicações ou intolerância, ou em conjunto com outros medicamentos utilizados contra o diabetes.

Aplicação é semanal

O medicamento será disponibilizado em canetas preenchidas para aplicação subcutânea uma vez por semana. Antes e durante o tratamento, as canetas precisam ser armazenadas em geladeira, em temperaturas entre 2 °C e 8 °C, conforme as orientações de conservação do produto.

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A semaglutida genérica é produzida por meio de processo sintético em laboratório. Esse método é diferente da produção biológica utilizada em algumas versões da substância, que empregam leveduras para a fabricação do princípio ativo.

Segundo genérico aprovado

A nova aprovação ocorre pouco tempo depois do registro do primeiro genérico de semaglutida no país. O produto, desenvolvido pela farmacêutica EMS, havia recebido autorização da Anvisa na segunda-feira (17/08).

Com a nova aprovação, cresce o número de opções disponíveis no mercado brasileiro que utilizam semaglutida. O cenário ocorre em meio à expansão da procura por medicamentos da classe dos agonistas do receptor de GLP-1.

Genérico será mais barato?

A expectativa é que a chegada dos genéricos aumente a concorrência e possa reduzir o preço dos tratamentos. Atualmente, o Ozivy, utilizado como referência para o novo genérico, pode ser encontrado nas farmácias por valores que variam aproximadamente entre R$ 400 e R$ 600, conforme a apresentação e o estabelecimento.

As novas versões genéricas têm expectativa de preço na faixa de R$ 260, segundo levantamento citado pela CNN Brasil.

A legislação brasileira estabelece que medicamentos genéricos tenham o mesmo princípio ativo, concentração e forma farmacêutica do produto de referência, e sejam comercializados por um valor inferior ao medicamento original. A regra prevê redução mínima de 35% em relação ao preço do produto de referência.

A aprovação pela Anvisa, no entanto, não significa que o medicamento estará imediatamente disponível em todas as farmácias. A chegada nas prateleiras depende das etapas de produção, distribuição e comercialização pelas empresas responsáveis.

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