O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um inquérito na Polícia Federal para investigar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suspeitas relacionadas ao financiamento do filme "Dark Horse". O parlamentar, que é candidato à Presidência da República, foi incluído na apuração sobre repasses que chegam a R$ 61 milhões.
A decisão consta em documento da Corte cujo sigilo foi retirado na última quinta-feira (10/09). A inclusão de Flávio Bolsonaro na investigação ocorreu em 22 de julho e já havia sido antecipada pela imprensa.
CONTEÚDO RELACIONADO
- PF aponta incompatibilidade em repasses de Mário Frias
- PF apreende armas de Mario Frias em operação que investiga filme 'Dark Horse'
- Mario Frias e produtora de 'Dark Horse' são alvos de operação da PF
PF INVESTIFA ORIGEM E DESTINO DOS RECURSOS
A investigação foi solicitada pela Polícia Federal e recebeu aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). O objetivo é apurar a origem e a destinação dos valores repassados por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a produção do longa.
Entre as hipóteses investigadas estão crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, além de outros delitos que possam estar relacionados ao caso.
Quer mais notícias nacionais? Acesse o canal do DOL no WhatsApp.
Uma das linhas da investigação considera a possibilidade de parte dos recursos ter sido utilizada para financiar ações atribuídas ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. No despacho, Mendonça autorizou a instauração de um procedimento investigatório vinculado a um inquérito que já tramita no STF.
O QUE É O FILME DARK HORSE
Dark Horse é um longa-metragem ainda não lançado que aborda a trajetória de Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018.
O STF mantém duas frentes de investigação relacionadas ao financiamento da produção. Uma delas apura um possível desvio de emendas parlamentares para custear o filme. A outra está concentrada nos R$ 61 milhões repassados por Daniel Vorcaro. Flávio Bolsonaro foi incluído nesta segunda investigação.
EMPRESÁRIO FEZ DELAÇÃO PREMIADA
Nesta semana, o gabinete de André Mendonça também homologou a delação premiada do empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, dono da Entre Investimentos e Participações.
De acordo com a investigação, a empresa teria sido utilizada para receber valores repassados por Vorcaro que seriam destinados à produção da cinebiografia. O acordo de colaboração passou a integrar as apurações conduzidas no Supremo.
OUTRO INQUÉRITO APURA SUPOSTO DESVIO DE EMENDAS
Além da investigação sobre os R$ 61 milhões, existe outra apuração relacionada ao filme no STF. Na quinta-feira (10), o ministro Flávio Dino autorizou o cumprimento de 49 mandados de busca e apreensão para investigar um suposto esquema envolvendo emendas parlamentares.
Entre os alvos da operação estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e a empresária Karina da Gama, sócia da Go Up Entertainment.
FLÁVIO BOLSONARO NEGA IRREGULARIDADES
Durante sabatina no Jornal Nacional, na semana anterior, Flávio Bolsonaro afirmou que não havia irregularidade em sua participação na busca de recursos privados para financiar a produção sobre a trajetória de seu pai.
A defesa do senador foi procurada, mas não havia apresentado resposta até a publicação das informações. O espaço permanece aberto para manifestação.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar