O crime a bordo de um voo com destino a Israel passou a ser investigado pelas autoridades após uma ação do copiloto dentro da cabine. Novas informações divulgadas ajudam a esclarecer a dinâmica do episódio.
Os Emirados Árabes Unidos afirmaram neste sábado (3) que o copiloto do voo FZ1073 da Flydubai, que seguia para Israel, atacou o comandante com um machado de emergência e tentou assumir o controle da aeronave.
Até então, especulava-se que ele havia utilizado uma faca. Um machado de emergência normalmente é mantido na cabine de comando para ser utilizado em situações como acidentes.
O procurador-geral do país, Hamas Saif Shamsi, classificou o episódio como uma tentativa de "ataque terrorista". O copiloto foi identificado como Hammam al-Hammami, cidadão de Omã, disse à Reuters funcionários com conhecimento direto do caso.
As autoridades dos Emirados não confirmaram o nome, e Omã não comentou o caso. Autoridades israelenses já haviam dito que ele era omanense. A investigação, que apura os motivos do suspeito, segue em andamento. A Flydubai, companhia pertencente ao governo de Dubai, disse que não faria novos comentários.
O premiê de Israel, Binyamin Netanyahu, disse na quinta-feira (1º) que o copiloto havia passado por uma radicalização islâmica e era "claramente suicida". Israel não mantém relações diplomáticas oficiais com Omã, e o premiê afirmou que pilotos de países como esse não tinham permissão para operar voos para Israel.
Segundo uma reportagem do Wall Street Journal, o copiloto já havia sido proibido de pilotar em Omã após autoridades do país identificarem uma possível radicalização ideológica. Mesmo após a restrição, o homem foi contratado pela FlyDubai e passou a operar, entre outras rotas, o voo que liga os Emirados Árabes a Israel. As informações foram obtidas pelo jornal com pessoas familiarizadas com o caso.
O episódio ocorreu na quarta-feira (30). O comandante, o indiano Smit Machchhar, teria lutado com o agressor e conseguido abrir a porta da cabine, mesmo ferido, permitindo que passageiros membros da tripulação dominassem o agressor, evitando uma tragédia.
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Um piloto reserva da companhia que viajava no voo assumiu os comandos e pousou em Tabuk, no noroeste da Arábia Saudita, onde o copiloto foi detido. Na quinta-feira, ele foi transferido para Abu Dhabi. Segundo o Flightradar24, o avião perdeu cerca de 16.625 pés de altitude em pouco mais de 30 segundos sobre território saudita.
A maioria dos passageiros era israelense. Uma pessoa a par das investigações disse à Reuters que autoridades de Israel devem interrogar o copiloto nos Emirados, e um integrante do governo de Tel Aviv afirmou que investigadores do país participarão da apuração conduzida pelos emiratenses, para examinar os motivos e o histórico do suspeito.
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