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TSE manda excluir posts de Flávio que atacam Lula por fala sobre garis

Por maioria, ministros determinaram a retirada de publicações que exibiam apenas parte de uma declaração do presidente, candidato à reeleição

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Imagem ilustrativa da notícia TSE manda excluir posts de Flávio que atacam Lula por fala sobre garis camera Post de Flávio Bolsonaro usou apenas início da fala de Lula, feita durante campanha em Belo Horizonte, e tirava do contexto discurso do presidente | Reprodução

Nesta quinta-feira (15/10), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou a retirada de publicações do senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, que acusavam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, de menosprezar garis. Liderada pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, a decisão derrubou o entendimento anterior do ministro André Mendonça, que havia negado o pedido da campanha petista.

De acordo com a decisão, os conteúdos divulgados por Flávio exibiam apenas parte de uma declaração feita por Lula durante um ato de campanha em Belo Horizonte, no último dia 29 de setembro. No trecho publicado, o presidente afirmava que a profissão de gari era vista como pouco valorizada socialmente. “Mas lixeiro é uma coisa pobre de quem não pode estudar”, declarou Lula.

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Entretanto, as publicações omitiram a continuação do discurso, em que Lula, na verdade, exaltava e ressaltava a importância do trabalho desses profissionais para a sociedade.

"Eu fico pensando se aquelas pessoas, que fazem a limpeza na rua, soubessem a importância do trabalho deles, se eles soubessem que se eles não tirarem lixo durante uma semana, as pessoas que não enxergam ele durante o dia inteiro vão passar a enxergar, a gente começa a mudar", completou Lula durante o discurso.

Ainda nas redes sociais, Flávio Bolsonaro acusou o atual presidente de humilhar os trabalhadores e associou o episódio a suspeitas envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula.

Em um vídeo, o senador afirmou que os garis voltam para casa “com a cabeça erguida” por garantirem o sustento das famílias e comparou a situação às acusações de que o filho do presidente teria recebido R$ 300 mil em propina de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.

Na fala, Flávio Bolsonaro levou em consideração que o nome de Lulinha apareceu recentemente em uma investigação da Polícia Federal sobre suspeitas de desvios e fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). No entanto, até o momento, Lulinha não foi formalmente indiciado. De acordo com o ministro Nunes Marques, não há fatos comprovados que sustentem o envolvimento dele no esquema, o que justificou a remoção das publicações.

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O ministro acompanhou parcialmente o entendimento de Mendonça ao considerar que o uso do trecho do discurso, inclusive pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL), integra o debate eleitoral, mesmo quando apresentado fora de contexto. Segundo ele, o conteúdo atribuiu uma interpretação desfavorável a Lula, mas não inventou declarações nem colocou palavras não pronunciadas na boca do presidente.

O caso era analisado no plenário virtual do TSE, mas um pedido feito por Nunes levou o julgamento ao plenário físico, onde prevaleceu a decisão pela retirada das postagens.

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