plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 25°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS BRASIL

Nobel: IPCA voltará a subir em agosto

O resultado praticamente estável do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho refletiu um período de queda resistente do grupo Alimentação que não tende a se confirmar nas próximas divulgações do indicador de inflação. A opinião é do economista

twitter Google News

O resultado praticamente estável do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de julho refletiu um período de queda resistente do grupo Alimentação que não tende a se confirmar nas próximas divulgações do indicador de inflação. A opinião é do economista Nobel Asset Management Paulo Val, que, em entrevista à Agência Estado, afirmou que trabalha, já para agosto, inicialmente com uma taxa entre 0,30% e 0,35% para o índice do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)
Nesta sexta-feira, o instituto divulgou que o IPCA do mês passado registrou taxa levemente positiva de 0,01% ante variação zero em junho. O resultado ficou dentro do intervalo de estimativas coletadas pelo AE Projeções com os economistas do mercado financeiro, de -0,02% a 0,10%. A Nobel, que não participou do levantamento, previa variação zero para o indicador de julho.
"De forma geral, foi um número bem dentro do aguardado nos últimos dias. Se olharmos o que era esperado há um mês, a maior surpresa foi a continuidade da deflação forte em Alimentação", comentou Paulo Val, referindo-se ao grupo que apresentou baixa de 0,76% em julho ante queda de 0,90% em junho. "É um índice que veio baixo, que tem vários componentes transitórios neste resultado mais baixo, mas os próximos dados já devem ser de um retorno da inflação num patamar um pouco mais pressionado, com agosto e setembro mostrando números já mais fortes", destacou.
Especificamente em relação ao resultado de julho, o economista da Nobel citou que, além da queda persistente da Alimentação, chamou a atenção na pesquisa do IBGE o comportamento de preços em queda dos bens duráveis, como os automóveis novos e usados, além de o desempenho favorável dos núcleos de inflação. Já para agosto, ele disse acreditar na passagem da Alimentação e da parte de bens duráveis para o terreno de altas e lembrou que a parte de Serviços tende a ganhar um elemento pressão, que é o impacto dos reajustes sazonais de meio do ano do grupo Educação
Questionado sobre o IPCA acumulado de 2010, que, até julho, registrou taxa de 3,10%, Paulo Val afirmou que continua com uma previsão ainda alta para o resultado acumulado para o ano, em torno de 5,30% a 5,40%. Ele salientou que ainda tende a promover alguma atualização em seus cálculos, mas lembrou que a tendência de retomada da inflação no final do ano ainda deve deixar o resultado final de 2010 distante do centro da meta de inflação de 4,5% perseguido pelo Banco Central.
"Ainda preciso fechar estes números, mas eles seriam mais neste range. São cinco meses que restam ainda e a inflação de final de ano tende a ser um pouco mais forte", disse o economista, que preferiu não comentar sobre futuros passos do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC sobre os juros. (AE)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Brasil

    Leia mais notícias de Notícias Brasil. Clique aqui!