O Ministério Público Federal (MPF) instaurou nesta terça-feira procedimento administrativo para apurar as causas do vazamento de óleo que atingiu praias nos municípios de Cabo Frio e Arraial do Cabo, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, no último domingo. A investigação pretende ainda analisar o dano ambiental eventualmente causado à região e as medidas necessárias para a sua recomposição.
O procurador da República Thiago Simão Miller, que atua em São Pedro da Aldeia, cobrou esclarecimentos do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), da Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo (Resexmar/AC), da Companhia Municipal de Administração Portuária (Comap), da Capitania dos Portos (Cabo Frio) e do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM).
Segundo o MPF, o procurador também solicitou explicações sobre as providências tomadas para conter o vazamento e a identificação da origem do óleo, além da lista de navios e plataformas fundeados ou que transitaram pela região nos últimos 15 dias. "Ainda é cedo para apontarmos a responsabilidade de quem quer que seja. Neste primeiro momento, a maior preocupação é descobrirmos a origem do vazamento, até mesmo para termos certeza de seu estancamento", afirmou o procurador.
O MPF pediu ainda ao Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) informações sobre o prazo para a conclusão do estudo das amostras colhidas nas praias da região.
Praias amanhecem sem manchas
Nesta terça-feira, em mais uma varredura na Praia do Forte e outras praias da orla de Cabo Frio, ambientalistas e funcionários da prefeitura não encontraram mais manchas de óleo.
A prefeitura também informou que as borras encontradas no domingo e na segunda-feira foram retiradas das praias de Arraial do Cabo e Cabo Frio por garis e funcionários da Petrobras. (terra)
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