Três meses depois de ter sido instituído por um decreto da Presidência da República e a apenas dois meses das eleições, o Plano Nacional de Banda Larga continua cheio de indefinições. Quinta-feira, 12, o presidente da Telebrás, Rogério Santanna, voltou a dizer que a primeira meta é levar a conexão a 100 cidades brasileiras ainda neste ano, mas não explicou quando nem como o serviço será implementado nesses municípios. "O decreto só estabelece grandes diretrizes. É no Fórum Brasil que vamos detalhar o plano", justificou Santanna. A estatal é responsável por implementar o plano.
O fórum, instalado em junho, tem seis meses para estabelecer metas de curto, médio e longo prazo. Entre as primeiras cidades a receber o serviço estarão 15 capitais. As demais serão escolhidas com base no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e na existência de "projetos sociais interessantes". Essa lista ainda não foi definida.
Durante evento da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Santanna se esquivou de responder perguntas que exigiam algum detalhamento do plano, justificando não poder falar porque a Telebrás é "uma companhia de capital aberto".
Ao lado de Santanna, estava o brasileiro Carlos Kirjner, que participou da elaboração do plano americano de banda larga. Kirjner disse que, nos EUA, a criação de uma "TeleUSA" está fora de cogitação. "Não há respaldo legal para isso e a perspectiva é de que o setor privado tem a capacidade de investir. O papel do governo é se voltar para saúde, educação e segurança."
(Estadão)
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