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Falta assento no mercado para transportar crianças

Mesmo com os três meses a mais para a adaptação, os pais ainda vão encontrar dificuldades para comprar os equipamentos para o transporte de crianças. O maior problema é com o assento de elevação, ou booster, que praticamente desapareceu de grande parte

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Mesmo com os três meses a mais para a adaptação, os pais ainda vão encontrar dificuldades para comprar os equipamentos para o transporte de crianças. O maior problema é com o assento de elevação, ou booster, que praticamente desapareceu de grande parte das lojas. E essa situação é constatada às vésperas do início da fiscalização, na próxima quarta-feira, dia 1º de setembro.

As cadeirinhas e outros dispositivos de segurança passaram a ser obrigatórios com a resolução 277 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Crianças de zero a dez anos devem ser transportadas no banco de trás e com um item específico, dependendo da idade. O início da fiscalização estava marcado para junho, mas foi adiado, pois os equipamentos faltaram nas lojas.

Agora, às vésperas do início da fiscalização, há oferta suficiente de cadeirinha e de bebê conforto. Por outro lado, a maior parte das lojas especializadas de São Paulo não conta com os boosters. A reportagem entrou em contato e visitou sites de dez lojas. Em sete não havia boosters. Em algumas delas, nem chegou a haver novas entregas do produto após o adiamento das multas pelo Contran.

Os responsáveis pelas marcas que fabricam os boosters atribuem a falta dos produtos no mercado à demora para que cheguem ao País. A maioria é produzida no exterior, em países como a China. Não há no Brasil laboratórios credenciados e, por isso, os testes de qualidade precisam ser feitos fora.

"Depois de um produto pronto, a certificação leva pelo menos seis meses", diz o diretor de Marketing da marca Infanti, Fabiano Myumheis. Ele acrescenta que seus produtos já deviam ter sido entregues, mas grande parte está parada no Porto de Santos, esperando liberação.

O presidente do Denatran, Alfredo Peres, informou que o órgão não vai prorrogar o início da fiscalização. (AE)

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