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Policial civil pede sexo oral como propina no RJ

O policial civil W., lotado na 39ª DP (Pavuna), é suspeito de ter pedido "propina" inusitada, dentro da delegacia em que trabalha, a uma mulher acusada de furto. A estudante de Direito J.M.S., 34 anos, gravou com aparelho de MP4 a conversa, em que W. teri

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O policial civil W., lotado na 39ª DP (Pavuna), é suspeito de ter pedido "propina" inusitada, dentro da delegacia em que trabalha, a uma mulher acusada de furto. A estudante de Direito J.M.S., 34 anos, gravou com aparelho de MP4 a conversa, em que W. teria pedido que ela fizesse sexo oral em troca do arquivamento o caso.

Revoltada e humilhada, J. entregou a gravação à Corregedoria de Polícia Civil, onde foi aberto procedimento para investigar a conduta do policial, que está afastado do serviço. A gravação está sendo periciada para comprovar se a voz é do policial. A vítima, J., responde a mais de 20 procedimentos na polícia.

Junto com o pai, J. foi acusada, em maio, de ter furtado alguns objetos da casa de seu irmão, um PM do Batalhão de Operações Especiais assassinado em dezembro no Morro do Chaves. O furto teria ocorrido após a morte do rapaz, e a denúncia foi feita pela viúva. J. e o pai acabaram indiciados na 39ª DP, onde compareceram três vezes. Em todas as ocasiões, a mulher teria levado "cantadas" do policial.

"Me senti o pior dos seres humanos. Fui humilhada por um homem que sabia do meu sofrimento pela morte do meu irmão. Fazer uma proposta dessas dentro de uma delegacia! É revoltante!", disse a vítima. Segundo J., o policial argumentara que ela gastaria cerca de R$ 3 mil com um advogado. Para convencê-la a praticar o ato, W. revelou que sexo oral era o seu ponto fraco.

Segundo o diretor do Departamento de Polícia da Capital, Ronaldo Oliveira, o inquérito na Corregedoria ainda está em fase de apuração. "Caso fique comprovada a participação desse policial, poderá ser demitido ou sofrer sanções", disse.

Proposta indecorosa:

Após prestar depoimento, a estudante de Direito J.M.S. fica sozinha com o policial W. numa sala da 39ª DP (Pavuna). A partir desse momento, o agente inicia o assédio. Abaixo a transcrição do áudio.

POLICIAL: Então, eu mereço ou não mereço?

J.M.S: Merece o quê?

POLICIAL: Você sabe... Eu mereço ou não? Olha a defesa que fiz pra você.

J.M.S: Merece o quê?

POLICIAL: Um b... (sexo oral)

J.M.S: Como você pode ter coragem de fazer isso no seu local de trabalho?

POLICIAL: Qual é o problema?

J.M.S: Não sei como você pode ter coragem!

POLICIAL: A porta está trancada. Não tem qualquer problema. Nessa sala só estamos eu e você. Ninguém vai entrar. (Terra)

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