O primeiro programa público de doação de óvulos, implementado há dois anos pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo no hospital estadual Pérola Byington, já resultou no nascimento de três crianças e em duas gestações em andamento.
Segundo a secretaria, foram realizadas 25 transferências desde 2008. Atualmente 80 mulheres estão inscritas no programa, aguardando para receberem o óvulo de uma doadora compatível. Receptora e doadora são atendidas em ambulatórios específicos, com consultas agendadas em dias diferentes para garantir o anonimato que a situação exige. O programa é destinado a mulheres com idade acima de 40 anos e até 50 anos de idade, que têm dificuldades em produzir óvulos em condições de serem fertilizados.
A secretaria explica que é feito um cadastro das pacientes com menos de 35 anos que aguardam tratamento na fila que estariam dispostas a doar seus óvulos excedentes. A partir daí, busca-se entre as pacientes cadastradas aquela que tenha o mesmo tipo físico e sanguíneo da doadora. Doadora e receptora passam por uma série de exames para identificar a presença de doenças como HIV, hepatite, sífilis e problemas genéticos graves. As candidatas a mães também passam por avaliações psicológicas.
Ainda de acordo com a secretaria, com os exames concluídos, inicia-se o uso de medicação para aumentar as chances de sucesso. As doadoras passam a tomar hormônios para estimular os ovários e, assim, produzir maior número de óvulos aproveitáveis. As receptoras passam a tomar hormônios para estimular o desenvolvimento do endométrio e assim, facilitar a recepção do embrião. Assim que os hormônios fazem efeito os óvulos são retirados, fecundados com o sêmen dos pais e os embriões formados são transferidos para o útero da receptora. (Terra)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar