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Jovem joga vodca no olho e deve fazer transplante

O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, em Campinas (SP), aguarda a diminuição da inflamação ocular crítica do estudante de economia que pingou vodca para fazer o transplante de córnea no rapaz de 23 anos. Ele ficou com apen

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O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, em Campinas (SP), aguarda a diminuição da inflamação ocular crítica do estudante de economia que pingou vodca para fazer o transplante de córnea no rapaz de 23 anos. Ele ficou com apenas 5% da visão após fazer a brincadeira chamada de "vodca eyeballing". Trata-se de uma prática conhecida nos Estados Unidos e na Europa, na qual jovens - principalmente do sexo masculino - pingam ou jogam vodca nos olhos na tentativa de potencializar o efeito do álcool.

"Foi burrice", disse o estudante de classe alta, que não quis se identificar. Ele afirmou ter visto a prática na internet e resolveu testá-la em uma festa com colegas. "Dois amigos colocaram a garrafa direto no olho, eu coloquei com a colher. Tive a infelicidade de o álcool queimar a córnea", afirmou.

O rapaz admitiu estar alcoolizado na ocasião e disse não ter percebido o mal que causou a si na hora, pois usa óculos e achou que a visão estava turva por causa da sua deficiência visual. "Para fazer essa brincadeira tem que estar meio alegre, né?" O estudante falou que está arrependido por "ir na onda dos amigos" e resolveu falar com o objetivo de servir de exemplo para que outros jovens não se machuquem como ele.

Este foi um dos dois casos de lesão ocular causada por queimadura com vodca atendidos pelo especialista Leôncio Queiroz Neto em agosto.

O médico afirmou que, além de causar danos muitas vezes irreversíveis à visão, a prática tem um objetivo infundado. "O olho não tem condições de absorver álcool. Essa prática na superfície do olho sempre vai causar queimadura", disse o oftalmologista. "O que os jovens fazem é, já alterados, jogar a bebida nos olhos e sentir ardência. Devem achar que isso é a viagem, o barato."

Além da queimadura, o uso de um colírio vasoconstritor para tirar a vermelhidão dos olhos e a postergação da ida a um oftalmologista foram fatores que culminaram com uma infecção e ulceração da córnea do estudante de economia. "O álcool quebrou a barreira corneana de defesa. Ele está com um leucoma extenso. Quando a córnea cicatriza, ela fica branca e, para restabelecer a transparência, vai ser necessário um transplante", afirmou o médico responsável pelo tratamento dos estudantes.

Os jovens atendidos no Penido Burnier não estavam na mesma balada, contou o médico. O primeiro, um estudante de administração de 21 anos, reclamou estar com a visão turva. "Eu achei estranho, parecia uma queimadura. Mas eles não falam o que houve. Espremi, espremi e depois de um tempo o garoto me contou", disse o oftalmologista. O rapaz fez um tratamento com colírios anti-inflamatórios e lentes de contato terapêuticas, mas ainda não está enxergando 100%.

O caso do estudante de economia chegou ao consultório no Penido Burnier seis dias depois. "Era muito mais grave. Aí eu já tinha visto o outro, tinha pesquisado na internet, achei 30, 40 vídeos com a brincadeira no YouTube e perguntei se ele tinha brincado com vodca. O menino até assustou." (Agência Estado)

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