Quarenta crianças já morreram desde o início do ano em Imperatriz, município a 636 quilômetros de São Luís (MA), na fila de espera por um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal. Em menos de nove meses, o número de mortes já é próximo de todo o ano de 2009, onde foi registrado 43 mortes.
Segundo o promotor João Marcelo Trovão, após as primeiras denúncias relacionadas à falta de leitos no município, houve poucas mudanças. Apenas sete leitos foram instalados no Hospital Municipal de Imperatriz e os recursos do Ministério da Saúde que foram prometidos para ajudar na reestruturação da saúde da cidade, segundo ele, nunca foram alocados. "Ainda somos obrigados a ajuizar liminares para conseguir atendimento a dezenas de crianças. Mas nem sempre as ações são deferidas a tempo. Acho que o número de mortes este ano será maior que em todo o ano passado", decretou Trovão. "É preciso fazer um estudo mais preciso sobre essas mortes. Nem todas são fruto realmente da falta de UTI", rebateu o secretário Estadual de Saúde, José Márcio Leite.
Em abril, o Ministério da Saúde aprovou um plano de estruturação da saúde de Imperatriz que previa investimentos da ordem de R$ 11,3 milhões. Destes, R$ 4,1 milhões para investimentos em infraestrutura e R$ 7,2 milhões para ampliação do atendimento e abertura de leitos de UTI.
Além da implantação de leitos na UTI do Hospital Municipal, os recursos também previam a implantação de outros 27 no Materno Infantil de Imperatriz.
O secretário de Saúde informou que o espaço físico da UTI Neonatal em Imperatriz está pronto, mas o governo federal ainda não repassou recursos para equipar a UTI. "Acredito que até outubro isso esteja equacionado. Existem problemas burocráticos que impediram esse repasse até agora", explicou.
O Ministério da Saúde foi procurado para comentar o assunto e informou que deverá se pronunciar sobre o repasse de recursos para Imperatriz nas próximas horas. (Agência Estado)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar