Apesar das denúncias de conflito de interesses envolvendo o ex-diretor de Operações dos Correios, o coronel Eduardo Artur Rodrigues Silva, e a companhia Master Top Aviação (MTA), o presidente da estatal, David José de Matos, afirmou hoje que os contratos com a MTA serão mantidos. Segundo Matos, a MTA mantém com os Correios quatro contratos, válidos por um ano, que representam um montante de R$ 60 milhões. "A empresa ganhou a licitação. Não tem porque romper os contratos. A empresa está funcionando regularmente", afirmou.
Em 29 de agosto, o Grupo Estado revelou que o coronel Eduardo presidia a MTA e que a companhia aérea vencera uma licitação no valor de R$ 44,9 milhões em julho para entregar encomendas da estatal. Com o coronel no cargo de diretor da estatal desde o dia 2 de agosto, a família dele passou a ser contratada e, ao mesmo tempo, contratante dos Correios, pois a filha do coronel continuou no comando da empresa aérea.
O presidente dos Correios, porém, afirmou que, apesar de ter vencido a licitação, a MTA foi desclassificada por não ter apresentado a documentação exigida. Foi convocada, então, a segunda colocada: a Rio Linhas Aéreas. A MTA, porém, entrou com uma ação no Tribunal Regional Federal contra os Correios e obteve decisão favorável, razão pela qual o contrato não pôde ser rompido.
Questionado se não se sentia constrangido de permanecer na presidência dos Correios depois da queda da ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, Matos disse que "fui indicado pela ministra e quem nomeou foi a Presidência da República", dando a entender que só deixaria o posto por ordem do Palácio do Planalto. (AE)
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