A proporção de homicídios praticados com armas brancas - como facas ou punhais - cresceu 23 pontos porcentuais nos últimos seis anos na cidade de São Paulo.
Em 2003, os crimes praticados com esse tipo de instrumento representavam 7% das mortes esclarecidas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). De 2005 a 2009, as armas brancas foram usadas em 29,6% dos 1.100 homicídios esclarecidos pelo departamento.
Os crimes contra a vida praticados com arma de fogo continuam sendo maioria: 65,8% dos casos registrados nos últimos cinco anos. Mas em 2003 esse número representava 89% dos casos. Naquele ano, ocorreram 516 homicídios por arma de fogo contra 38 por arma branca.
Os dados são uma prévia do estudo anual de 2010 sobre o perfil das vítimas e dos autores dos homicídios dolosos de autoria desconhecida. Os números iniciais do estudo, feito desde 2001, foram divulgados nesta quarta-feira (22) pela Secretaria da Segurança Pública.
Para a delegada Elizabeth Sato, uma das autoras do levantamento, o menor uso de armas de fogo nos crimes praticados contra a vida pode ser explicado pela redução desse tipo de armamento em circulação na sociedade. "Antes das campanhas de desarmamento, era muito grande o número de pessoas armadas nas ruas."
CIÚME - Outro fato que chamou a atenção da delegada foi a motivação dos homicídios paulistanos. Ao contrário do que ocorria anos atrás, quando as drogas respondiam pela primeira causa de homicídios dolosos na capital paulista, nos últimos cinco anos o primeiro posto ficou com os motivos fúteis (24,7%), seguidos pela vinganças (20,4%), desavenças (19,9%) e ciúmes/passionais (11,1%). De 2005 a 2009, as drogas (11,1%) apareceram como a quinta causa das mortes intencionais na capital. (AE)
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