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Grupo mirava supercontratos no TO

Com as portas abertas no Palácio Araguaia, sede do governo do Tocantins, organização criminosa que fraudava licitações planejava investir em uma nova frente na administração Carlos Henrique Gaguim (PMDB), apontado como padrinho político do lobista do g

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Com as portas abertas no Palácio Araguaia, sede do governo do Tocantins, organização criminosa que fraudava licitações planejava investir em uma nova frente na administração Carlos Henrique Gaguim (PMDB), apontado como padrinho político do lobista do grupo, Maurício Manduca, preso há nove dias por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro ilícito.

A meta era fechar com exclusividade contratos milionários com a Aguatins, autarquia de saneamento básico, anunciada pelo governador como marco da aliança com o governo Lula.

"A Aguatins foi criada para facilitar as parcerias com o governo federal, do presidente Lula, da nossa futura presidente Dilma, para levar água tratada à nossa população carente", declarou Gaguim, que busca a reeleição com apoio de Lula e Dilma.

Gaguim promete a "bolsa água" - as famílias atendidas pela Aguatins que consumirem pouca água poderão ter até 100% de sua conta subsidiada pelo governo estadual. A Aguatins foi criada em março. Ainda não saiu do papel, mas já recebeu um aporte de R$ 2,5 milhões. A folha salarial do órgão chega a R$ 253 mil, para 82 funcionários.

À página 156 do relatório, os investigadores mostram que no dia 15 de abril, às 18h43, Manduca e o procurador "conversam com Cepera e discutem contratações fraudulentas em Tocantins". Rastoldo diz que surgiram "questões extraordinárias" no processo "O dinheiro está aqui, temos que vir buscar e levar para Palmas", diz o procurador.

O escândalo provocou reação de opositores de Gaguim. O deputado Freire Jr. (PSDB) pediu o impeachment do governador e o afastamento imediato do procurador. "O governador deve satisfações à sociedade que está indignada, alarmada. É uma coisa que chocou a todos nós." Freire Jr. disse que "não há possibilidade" de a Assembleia molestar Gaguim. A casa tem 24 deputados, 23 deles o elegeram governador.

Em nota, o peemedebista atribui as denúncias a adversários e diz que é cumpridor da lei. Rastoldo nega parceria com a quadrilha. (Agência Brasil)

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