A ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra ainda mantém apadrinhado na Agência Nacional de Aviação (Anac) — órgão onde o filho dela, Israel Guerra, e seus amigos trabalharam. O diretor de Regulação Econômica, Ricardo Bezerra, filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Valmir Campelo, foi indicado por ela. Há dois meses, trabalhava na agência Marcílio Severino Lins, também da cota da ex-ministra. Ele foi demitido, segundo a assessoria de imprensa, porque a chefia não estava satisfeita com seu desempenho. A decisão irritou Erenice.
“Quando ficou sabendo da demissão, ela (Erenice) ficou muito brava — teria comentado Vinícius Castro com um amigo.” Vinícius era parceiro de Israel Guerra, filho de Erenice, na empresa Capital e nas tentativas de lobby em troca de uma “taxa de sucesso”. Castro assessorava a ex-ministra na Casa Civil e foi um dos primeiros a serem demitidos depois da publicação das denúncias de suposto tráfico de influência. Antes, ele e Israel trabalharam na Anac, onde tornaram-se amigos. Também integravam a turma na agência, Stevan Knezevic e Marcelo Moreto. Eles atuaram numa área considerada delicada e que responde por concessões a companhias aéreas, chamada de Superintendência de Regulação Econômica — chefiada por Bezerra.
Knezevic e Moreto também foram levados para a Casa Civil (para o Sistema de Proteção da Amazônia — Sipam). O primeiro foi demitido na semana passada, mas, como é concursado da Anac, retorna ao órgão (está de licença médica), onde aguarda o desfecho das investigações. Moreto, cujo nome não aparece nas denúncias, está de férias e continua no Sipam. (AG)
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