Na manhã de ontem (29), ao participar da cerimônia de comemoração dos 60 anos da Refinaria Landulpho Alves, a mais antiga do país, em São Francisco do Conde, no Recôncavo Baiano, o presidente Lula autografou macacões e capacetes de funcionários da empresa, tirou dezenas de fotos com os operários, foi carregado pelos trabalhadores e, em discurso para eles, não poupou autoelogios.
“O (presidente dos Estados Unidos, Barack) Obama falou que eu era ‘o cara’ há dois anos e ele ainda não conhecia as pesquisas (de popularidade) que estão saindo nesses dias, que dizem que nós vamos terminar o mandato com mais de 80% de aprovação, de bom e ótimo; se colocar regular, vamos chegar a 96%”, argumentou, lembrando do encontro com o presidente norte-americano em abril de 2009, durante reunião do G-20 em Londres, quando Obama disse que Lula era o “presidente mais popular do mundo”. “Se ele soubesse, ele ia falar: ‘pô, não é que esse cara é o cara do cara’?”
Animado pelas novas pesquisas de avaliação de governo - como a divulgada ontem, pelo CNT/Sensus, que registrou mais um recorde de popularidade (79,4% de aprovação), Lula também disse ter saído na capa de “umas quatro revistas francesas” esta semana, “todas falando bem”.
Enquanto discursava, lendo um texto, a plateia pedia para que ele chegasse mais perto, para fotografar. “Deixe-me terminar esta parte aqui que eu caio nos braços de vocês”, respondeu o presidente - que depois cumpriu a promessa e foi receber os afagos dos fãs, antes de seguir, de helicóptero, para o Palácio de Ondina, residência oficial do governador Jaques Wagner (PT), com quem almoçou.
Na comemoração pelas seis décadas da refinaria baiana, o presidente lembrou do aniversário da Petrobras - faz 57 anos no domingo - para falar sobre a eleição. “No domingo, o povo brasileiro vai às urnas para escolher o projeto de desenvolvimento que deseja para nossa nação”, disse. “É a hora sagrada da democracia: cada cidadão vale um voto.” (Agência Estado)
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