A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu que os planos de saúde deverão garantir uma rede de serviços suficiente para que seus clientes consigam marcar consultas de fonoaudiologia, nutrição, psicologia, terapia ocupacional, sessões de fisioterapia e diagnósticos por imagem em um prazo máximo de dez dias. Internações que não forem emergência poderão ocorrer em até 21 dias.
As consultas de odontologia terão de ser acessadas em sete dias. As mudanças devem passar a valer a partir do próximo ano.
Os planos também terão prazos máximos, que variam de 3 a 21 dias, para exames clínicos, atendimento de consultas básicas (com o clínico-geral, por exemplo), consultas de especialidade (com o oftalmologista) e para acesso a procedimentos de alta complexidade e cirurgias eletivas (não emergenciais).
É a primeira vez que a agência define prazos para atendimento. As consultas de especialidade terão prazo máximo de 15 dias, e não 14, como previsto nesta quinta-feira (30), e a cardiologia foi incluída no rol de atendimentos com espera máxima de 7 dias
O presidente da Associação Paulista de Medicina, Jorge Cury, disse que a definição é "razoável", mas "é muito relativo". "É importante delimitar isso e até revisar ao longo do tempo, caso se perceba que (o prazo) não é ideal. Esperar 21 dias para uma cirurgia eletiva em casos de câncer pode ser muito", disse o presidente da Associação Paulista de Medicina, Jorge Cury.
Situações de emergência e urgência continuam sendo atendidas imediatamente no pronto-socorro. Os limites máximos estarão em uma instrução normativa que a agência publicará. (AE)
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