Na falta da vacinas para fazer o bloqueio de surtos de catapora em creches públicas, procedimento que faz parte do protocolo estadual de saúde para o combate à doença, a melhor opção é procurar um pediatra e fazer a administração do antiviral aciclovir, à venda nas farmácias mediante a apresentação de receita médica.
O caminho alternativo, que vale também para escolas e creches particulares que estejam passando por surtos (dois ou mais casos comprovados), foi indicado pelo médico pediatra Evandro Baldacci, professor do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e coautor de trabalho científico sobre a varicela - nome técnico da catapora
Em 2010, o número de mortes causadas pela doença já dobrou em relação ao ano passado (15 contra 7) e os registros de surtos e casos já superaram os de 2009, o que gerou alertas sobre a varicela em escolas privadas da capital. A demanda crescente esgotou a quantidade de vacinas que havia sido comprada pela Secretaria Estadual de Saúde para fazer o bloqueio da doença em creches públicas - crianças até 4 anos formam o público mais vulnerável a complicações da catapora.
"Na ausência da vacina, para quem contraiu o vírus e não é vacinado, é preciso esperar nove dias da data em que houve o contágio para tomar o antiviral. Com cinco dias do aciclovir, a criança não vai ter o quadro clínico. Se tiver, vai ser uma coisa muito leve", afirma Baldacci, que recomenda o procedimento também para adultos. (AE)
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